segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Gal Costa - Interpretando Tom Jobim


Gal Costa - Interpretando Tom Jobim Quinta-feira 24/Dez, 21:30 h

Uma estrela no firmamento da música brasileira por direito, Gal Costa rende homenagem a um dos precursores da Bossa Nova, interpretando 21 de suas emblemáticas composições. Este show será acompanhado de entrevistas e cenas dos bastidores, o que o torna imperdível.

Dados no concerto
Duração: 76 min.

Fonte :http://www.aeweb.tv/br/programas/aemusic/ae-music--gal-costa--interpretando-tom-jobim-1.html

domingo, 6 de dezembro de 2009

A divina voz de Gal Costa em noite intimista



por NYSSE ARRUDA Hoje

Acompanhada pela guitarra de Luiz Meira, a cantora baiana cantou os temas mais célebres da sua carreira de mais de 40 anos

A diva da música popular brasileira Gal Costa pisou o palco do CCB no sábado com uma leveza que deixou em suspenso a plateia lotada. Num instante sua inconfundível voz flutuou no palco e os versos da música Minha Voz, Minha Vida deram o tom do concerto minimal que a cantora baiana trouxe a Portugal.

Bebericando chá de perpétuas roxas - uma dica dada por uma camareira portuguesa que lhe contou ser este o chá preferido de Amália Rodrigues -, Gal Costa foi cantando as mais célebres músicas dos maiores compositores brasileiros dos mais variados estilos, inclusive a inevitável bossa nova.

"Quando era menina, ouvia muito o rádio e um belo dia ouvi João Gilberto, e a minha vida mudou. Foi um impacto tão forte que eu reaprendi a cantar", confessou Gal antes de interpretar a clássica canção Chega de Saudade, a música que ela ouviu aquele dia no rádio.

Em coro, a plateia acompanhou a cantora que, com movimentos quase diáfanos dos braços, orquestrava a voz do público. E foram tantas as vezes que o simples gesto de mãos de Gal Costa foram o suficiente para que os espectadores soltassem a voz e cantassem sozinhos temas tão emblemáticos como Desafinado, Garota de Ipanema e Aquarela do Brasil.

E Gal cantou Dorival Caymmi . "Esta canção Saudades da Bahia eu não gravei, mas fala do lugar onde nasci, a Baía, por isso vou cantar", disse, antes de revelar que a música Vatapá, de Caymmi, tem na verdade um espírito português, no verso que diz "um bocadinho mais", esta expressão tão lusitana. E o encore foi ainda mais aplaudido quando Gal cantou Índia e a celebérrima Gabriela.

Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1440287&seccao=M%FAsica

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Gal Costa na Casa da Música



Cantora brasileira serviu ontem um chá dançante em mais uma noite de celebração dos 25 anos da Rádio Nova, com apoio da Optimus.

Gal Costa esteve na Casa da Música para um concerto desde logo apresentado como intimista. Assim sendo, actuou só com o guitarrista Luiz Meira, preenchendo o concerto com clássicos da música brasileira - de João Gilberto, Tom Jobim, Caetano Veloso, Chico Buarque, Dorival Caymmi e Tim Maia, entre outros.

Tudo começou com "Minha Voz, Minha Vida", seguindo-se uma questão mais geográfica, com "Eu Vim da Bahia", tema de um baiano que levou o tropicalismo ao poder, Gilberto Gil. A seguir, Gal Costa mostrou por que razão estas coisas andam todas ligadas, e explicou que o facto de ser uma cantora moderna se deveu muito à bossa nova - veio então "Chega de Saudade".

Não se ficou por aqui quanto a bossa nova, que foi representada pelos imprescindíveis "Corcovado", "Desafinado" e " A Felicidade". Ela também não faltou, a famosa, a "Garota de Ipanema" (tendo sido mesmo assim que Gal Costa a apresentou). Foram temas a que o público não poderia deixar de corresponder, assim como correspondeu no medley internacional de "Coisa Mais Linda" com "As Time Goes By", no efusivo "Festa do Interior" ou na sequência "Samba do Grande Amor"/ "Vatapá". Uma hora depois, Gal Costa despedia-se.

Houve um encore, não só muito pedido como correspondido. Aqui a cantora desviou-se do alinhamento e aceitou três pedidos do público: "Índia", "Modinha Para Gabriela" e "Um Dia de Domingo". Deixou, entretanto, um segredo para a voz: um chá recomendado em tempos por uma camareira portuguesa e que também terá sido usado por Amália. Agora, "o chá faz parte do show", como disse numa das pausas para o tomar.

Texto de Sérgio Gomes da Costa

Fotos de Cristina Pinto Pinto

Fotogaleria de Gal na Casa da Música



No Mesmo Site Da Matéria Feita Sobre o Show de Gal,Tem Várias Fotos do Show...Aproveitem e Curtam As Fotos !
Aqui segue o link : http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/54780

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Gal Costa em Portugal num formato especial


Acompanhada apenas pela guitarra do reputado Luís Meira, Gal Costa está em Portugal, para vários espectáculos num formato voz e violão, um pouco por todo o país.


Depois de três concertos no Algarve, a cantora baiana canta hoje na Casa da Música, no Porto e no dia 4 Dez., no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

As actuações prometem ser intimistas, o ambiente promete ser sofisticado, e o talento da rainha da Música Popular Brasileira (MPB) promete ser imenso.

No repertório, Gal Costa traz uma cuidada selecção de clássicos que marcaram diversas fases da sua carreira e temas célebres de compositores de culto como Dorival Caymmi, Ary Barroso, Chico Buarque, Caetano Veloso e Tom Jobim.

Um concerto acústico a não perder.

Datas e locais

2 Dezembro Casa da Música, Porto

4 Dezembro CCB, Lisboa

Fonte: http://www.destak.pt/artigo/47083

Gal Costa em Washington (Vídeos)

Gal Costa - Vatapá


Gal Costa - The Girl From Ipanema


Gal Costa - Desafinado

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vote em Gal no Whopopular !


http://www.whopopular.com/Gal-Costa

Gal Costa em Toronto (Entrevista)

Cantor Ricardo Chaves faz dueto com a diva Gal Costa em novo DVD


Osmar "Marrom" Martins | Redação CORREIO | Foto: Divulgação
Um dos artistas mais identificados com a cena axé, o cantor e compositor Ricardo Chaves resolveu diversificar em seu novo DVD 'Um estado de espírito' que está chegando às lojas . A gravação foi dividida em duas partes. A primeira, durante a realização do Carnatal 2008, na bela capital do Rio Grande do Norte, registrando sua performance em cima do trio elétrico e arrastando uma multidão ao som de grandes sucessos como Eva e O bicho, Olhe o gelo e Balanço do trem.

As imagens captaram a comunhão entre Ricardo e os fãs. Eles não queriam que a apresentação do artista terminasse, mesmo com uma recomendação do Ministério Público determinando o encerramento imediato do desfile. Com o som do trio desligado, a multidão continuou se manifestando e demonstrando todo o carinho que tempor Ricardo Chaves.

Ricardo Chaves faz dueto coma diva Gal Costa no DVD ‘Um estado
de espírito’, que ele gravou entre Salvador e Natal

A segunda parte, gravada em estúdio, reserva as surpresas. A começar pela participação da diva Gal Costa (prima de Ricardo) na canção As coisas que Caymmi cantou. Originalmente, ele gravou essa música com Elba Ramalho no CD Cantador de alegria. Amiga de longas datas, Margareth Menezes dividiu os vocais em De passagem. Com Denny, da Timbalada, ele fez dueto no inédito samba reggae Jóia rara.

E, para encerrar, juntou-se a Léo Maia (filho de TimMaia) e Fernanda Farani (outra prima) na também inédita Sorriso lindo. A faixa bônus, Primavera, reúne Ricardo, Léo e Fernanda. Temainda o clipe de Nobre guerreiro, de 1990, com a participação de Jacaré, então dançarino do É o Tchan.

Fonte:http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=41524&mdl=49

Gal Costa faz apresentação na casa de shows Massey Hall, em Toronto


Redação CORREIO

No próximo domingo (15), a cantora baiana Gal Costa fará apresentação em Toronto, no Canadá. Ela cantará no palco do Massey Hall, casa de grande prestígio da cidade, acompanhada pelos guitarristas brasileiros Romero Lubambo e Filó Machado, além do grupo brasileiro-canadense Sambacana.

Segundo a agência EFE, nos últimos seis anos o interesse pela música popular brasileira tem aumentado no país. No verão, grupos de percussionistas se reúnem para tocar durante horas ritmos do Brasil nos parques da cidade.

De acordo com Alan Hetherington, líder do Sambacana, o panorama começou a mudar há uma década, quando ele e um grupo de músicos iniciaram em Toronto esses encontros ao ar livre e criaram a Escola de Samba, que se tornaram elementos clássicos da música brasileira na cidade.

Fonte:http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=41395&mdl=49

domingo, 18 de outubro de 2009

Os Campeões



Gal Costa e Caetano Veloso têm, cada, mas de 50 músicas em trilhas de novelas. Simone, Fafá de Belém, Maria Bethânia, Marina, Rita Lee, Djavan, Roupa Nova, Milton Nascimento e Lulu Santos são recordistas em músicas-tema de personagens



CANÇÕES MAIS TOCADAS EM NOVELAS

'Eu sei que vou te amar'

Os Imigrantes | Band/1982

Bambolê | Globo/1987

Explode Coração | Globo/1995

Anjo Mau | Globo/1997

O Beijo do Vampiro | Globo/2002

América | Globo/2005

Maysa (minissérie) | Globo/2008



'Baby'

Locomotivas | Globo/1977

Ninho de Serpente | Band/1982

Transas e Caretas | Globo/1984

Anos Rebeldes | Globo/1992

Vira-lata | Globo/1996

Laços de Família | Globo/2000



'Io Che Amo Solo Te'

Anjo Mau | Globo/1976

Os Imigrantes | Band/1982

Vereda Tropical | Globo/1984

A Próxima Vítima | Globo/1995

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,a-reciclagem-da-o-tom,451756,0.htm

Gal Costa vai cantar em Monte Gordo, Vilamoura e Portimão



"Voz e Violão" é o título da digressão que Gal Costa realiza de 27 de Novembro a 4 de Dezembro em Portugal, com passagem pela região do Algarve.

A intérprete actua dia 27 de Novembro no Casino de Monte Gordo,e, no dia seguinte, no de Vilamoura. Continuando em terras algarvias, Gal Costa canta ainda, no dia 30, no Hotel Algarve Casino, em Portimão. A cantora tem ainda passagens pela Casa da Música, no Porto ( 2 de Dezembro, e no Centro Cultural de Belém ( 4 de Dezembro).

Fonte:http://www.jornaldoalgarve.pt/artigos.aspx?id=11864

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Gal Costa intimista de Norte a Sul



Gal Costa está de regresso marcado a Portugal já no próximo mês de Novembro e traz na bagagem uma série de concerto em formato especial, que apresentará de Norte a Sul.


A cantora baiana, que muitos consideram a melhor voz da Música Popular Brasileira (MPB), subirá aos palcos nacionais apenas acompanhada pela guitarra de Luís Meira. O repertório da diva da MPB, em tom intimista, viaja pela carreira de Gal, revisitando temas de compositores de culto como Chico Buarque e Caetano Veloso, Tom Jobim, entre outros.

A digressão pelo País arranca no Sul, a 27 de Novembro, no Casino de Montegordo, seguindo para Vilamoura no dia seguinte e, a 30, para o Hotel Algarve Casino. A 2 de Dezembro, Gal sobe até ao Porto, onde actuará na Casa da Música, antes de se despedir, dia 4, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Fonte:http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=B6F17AB8-B954-4134-8A7D-9569C961D6DB&channelid=00000185-0000-0000-0000-000000000185

Parabéns,Gal Costa!



Mesmo o Aniversário da Nossa Grande Diva da Música Popular Brasileira,Gal Costa já tenha passado,o Blog Gal Fantástica deseja a nossa Musa Muitas Felicidades,e Tudo de Bom!

Gal Nós Te Amamos!

Uma Homenagem do Blog e de Todos os Seus Fãs ♥

Gal Costa "voz e violão" em Portugal para cinco concertos com passagem por Lisboa e Porto



Lisboa, 01 Out (Lusa) - "Voz e violão" é o título da digressão que Gal Costa realiza de 27 de Novembro a 04 de Dezembro a Portugal, com passagem pela Casa da Música e pelo Centro Cultural de Belém.
Comentar Artigo Aumentar a fonte do texto do Artigo Diminuir a fonte do texto do Artigo Ouvir o texto do Artigo em formato �udio
A cantora regressa a Portugal acompanhada apenas pelo violão de Luís Meira, no mesmo formato com que em Junho do ano passado realizou sete concertos em Portugal.

Gal Costa escolheu clássicos da Música Popular Brasileira (MPB) e temas de compositores como Dorival Caymmi, Ary Barroso, Chico Buarque, Caetano Veloso e Tom Jobim, falecido há 15 anos.

Fonte:http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Gal-Costa-voz-e-violao-em-Portugal-para-cinco-concertos-com-passagem-por-Lisboa-e-Porto.rtp&article=283439&layout=10&visual=3&tm=5

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Gal Costa na MPB Fm



Esta semana o Programa Sexo MPB,Está homenageando Gal Costa.
O Programa é transmitido na MPB FM 90,3 a Meia Noite,o Apresentador Rodrigo Faour comenta as músicas.
E também para quem está na Internet pode ouvir pelo próprio site da MPB FM que é
www.mpbfm.com.br

Curtem o Programa é muito Bom!

Nova Coletânea Gal Costa (Naturalmente)


Tudo começou com uma produção exclusiva para uma grande rede de supermercados dos Estado Unidos: CDs numa embalagem reciclável e biodegradável. Para celebrar a chegada do ecopac ao Brasil, escolhemos 25 compilações dos maiores artistas internacionais, além de criar uma nova coleção explorando o magnífico acervo nacional: NATURALMENTE ecopac. São 25 títulos dedicados a alguns de nossos maiores artistas. E o repertório dos CDs traz os grandes sucessos, especialmente aqueles em que o artista de alguma forma se deixou inspirar pela natureza. Uma intenção claramente representada no título da última faixa, cuidadosamente escolhida para fechar cada um dos CDs. Viva a música! Salve o planeta!


Faixas:

1. Azul
2. Estrada do Sol
3. Chuva de Prata
4. Tuareg
5. A Rã
6. Vatapá
7. Mil Perdões
8. É D’oxum
9. Folhetim
10. Borzeguim
11. Meu Bem, Meu Mal
12. Que Pena (ele Já Não Gosta Mais de Mim)
13. Você Não Entende Nada
14. Luz do Sol
15. Saia do Caminho
16. O Bem do Mar

Fonte:http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2657970&ID=C933DD3B7D9071E0C0A370842

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Gal Costa presenteou com um canto com sabor de Água de Coco



A Artista encheu com sua voz,cada canto e coração da Sala Ríos Reyna

Gal Costa estava feliz porque, pela primeira vez não estava falando "portuñol" e todo o mundo compreenderam perfeitamente. E é o público que acompanhou ontem à noite no Teatro Teresa Carreño núcleo de suas canções em Português, talvez mais do que é habitual, dada a perda que se reflectiu na voz da diva.

Acompanhado pelo genial Luiz Meira, na guitarra, Maria da Graça Costa Penna Burgos, o nome verdadeiro do artista deu um concerto preenchido com a íntima graça, ritmo e sensualidade da música brasileira.

As meninas da Formação (Vozes em Caracas), abriu o show. Hana Kobayashi, Mariana Serrano e María Alejandra Rodríguez ofereceu uma amostra da nova música e bom gosto com cidades venezuelanas.

Gal Costa iniciou seu concerto com o tema Eu vim da Bahia Gilberto Gil, um dos representantes do movimento chamado Tropicalismo 60, juntamente com Caetano Veloso e com o primeiro, entre outros.

Um violão e sua voz foi o suficiente para criar ritmo, melodia, som atmosferas ...

Meu bem meu mal de Caetano Veloso foi a primeira tentativa por parte do artista para interagir com o público. Dirigida o microfone em direção ao público para escolher o tímidas vozes dos presentes. "Moita bonito", disse ele após a emissão.

Vatapá é um prato típico da culinária da Bahia. É também o nome de um saboroso item, que o artista tentou fazer coro com a platéia. No entanto, Um bocadinho, mas não encontrou pouco apoio.

Com água de coco nos lábios, Gal Costa interpretação clássicos como Chega de Saudade, Desafinado, Sábado em Copacabana ea coisa mas linda.

O tema do filme Casablanca, Quanto tempo vai tchau, soaram gloriosa na voz da diva, que deu o seu toque de doçura.

Não podia perder Aquarela do Brasil, que fechou o concerto teoria. Mais uma vez, o guitarrista usava um braço, ao ritmo do samba partido com o acompanhamento vocal de Gal Costa.

Após calorosos aplausos da platéia foi, o artista retornou ao palco para fazer mais duas doações para Caracas: Garota de Ipanema e Um dia domingo.

Dionne Warwick convida Gal Costa:um encontro perfeito



Noite Arrebatadora para ficar guardada na memória.
Após abrir com um dos seus hits infalíveis de bacharach e david,"Close to you",Dionne Warwick enfileirou outros seis clássicos da dupla.Esse início,no entanto,tangenciou o frustrante formato de pout-pourri.E se aos 67 anos,como os bons vinhos,não só está no auge da técnica como parece melhor,para quem assistia no rio pelo quarto ano consecutivo,ficava uma impressão de repetição.Impressão que desapareceu a partir da oitava canção ,uma "I say a litle player" longa e balançada,entre a salsa e o samba;segida da ralentada e emocionante "Fargiile",de Sting;e de outra obrigatória,"Alfie".
O momento brasileiro,no qual junta"Quiet Nights"e "Wathers of March" e depois,alternando inglês e sofrível português,tranforma em rumba"Aquarela do Brasil",serve de introdução para a Baiana.
Saem Dionne e seus músicos,para,apenas com o piano de Cristóvao Bastos,uma também exuberante Gal Costa esbanjar seu belo timbre num "sanduíche" de Chico Buarque e Tom Jobim:"As Vitrines","Eu sei que vou te Amar",e,esta com a banda de Dionne,"Quem te viu,Quem te vê".A última parceria de Jobim e Chico,"Piano na Mangueira",foi a senha para o que todos esperavam:Dionne voltou ao Palco,e,juntas e em êxtase,assim como a platéia,elas prosseguiram em duas das canções brasileriras mais conhecidas no mundo,"Na Baixa do Sapateiro" e "The girl from Ipanema"
Sem a convidada,Dionne invocou Célia Cruz,carregando na roupagem de rumba em "Do you know the way to san jose?",mostrou que sobrevive sem a sua dupla de compositores na superbaba"I'II never love this way again"(Jennigs e Kerr);e em outros dois pontos altos,anunciou uma de suas favoritas de Bacharache David,"Whate the Word needs now is love".
Depois disso,não precisava nada mais,Mas Gal ainda voltou para elas encerrarem a noite com uma protocolar"That's wat firends are for"
Noite para ficar na memória.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O retorno - triunfal - de Gal aos palcos cariocas



O retorno - triunfal - de Gal aos palcos cariocas


"É a voz mais bonita do mundo!". Proferida em alto e bom som, a sentença do espectador ecoou por toda a platéia da casa Vivo Rio tão logo Gal Costa, majestosa, terminou de cantar As Vitrines (Chico Buarque). Todo o público que estava ali na expectativa de ver o encontro da cantora baiana com Dionne Warwick pareceu concordar. Ausente dos palcos do Rio de Janeiro (RJ) desde março de 2006, quando apresentou o show Hoje no Canecão (RJ), Gal fez retorno triunfal à cena carioca como convidada do show Dionne Warwick in Concert, cuja miniturnê nacional estreou na noite de ontem, 7 de maio de 2009, na casa Vivo Rio. Rejuvenescida, elegante, bonita e - o mais importante - com o cristal afiado, Gal (em foto de Mauro Ferreira) soltou sua voz límpida em três números individuais antes de cantar com Dionne. Os dois primeiros, As Vitrines e Eu Sei que Vou te Amar (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), foram feitos na companhia do pianista Cristóvão Bastos. Na sequência, já com a banda de Dionne no palco, Gal cantou (e fez o público cantar) o samba Quem te Viu Quem te Vê (Chico Buarque). "É uma alegria e uma honra para mim estar aqui no Rio e estar com Dionne", saudou Gal, já ao lado da colega, com quem fez dueto em Piano na Mangueira (Tom Jobim e Chico Buarque), Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso) e Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). "Era o meu sonho: cantar com Gal Costa", devolveu Dionne.

Entrosadas, as cantoras fizeram floreios vocais ao fim de cada número e mostravam prazer em estar dividindo o palco. No fim do show, Gal ainda voltou para uma participação afetiva em That´s What Friends Are for (Burt Bacharach e Carole Bayer Sager). Mesmo insegura com a letra, lida em cena, a cantora brasileira mostrou que continua em forma para a turnê que pretende estrear ainda em 2009 para registro em DVD e CD ao vivo. E pareceu, sim, ter a voz mais bonita do mundo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Juntas no Palco, Gal Costa e Dionne Warwick



(O Globo - Brasil - Antônio Carlos Miguel - Foto: Leonardo Aversa - 05/05/2009)



Juntas no palco, Gal Costa e Dionne Warwick provam para que serve a amizade

RIO - Que Dionne Warwick adora o Brasil, todos já estão cansados de saber. Ela chegou a morar no Rio, em 1995, promete se mudar para cá quando se aposentar e tem incluído canções brasileiras em muitos de seus discos. Agora, de volta ao país pelo quarto ano consecutivo - para uma turnê que começa nesta quinta-feira (07.05), às 21h, no Vivo Rio, e depois segue para Curitiba, São Paulo e Porto Alegre -, dessa vez a americana terá como convidada especial uma cantora que, nos últimos tempos, anda sumida de nossos palcos: Gal Costa.


Sim, a baiana não faz temporada no Rio desde abril de 2006, quando apresentou o irregular show "Hoje". Desde então, sua agenda tem sido mais internacional do que brasileira, incluindo elogiados concertos em Nova York, como o que gerou o belo disco "Live at the Blue Note", lançado no Brasil há dois anos.

Reunidas no hotel em Copacabana em que estão hospedadas, além da habitual (e merecida) rasgação de seda, Dionne e Gal relembraram o início da amizade entre elas.

- Já conhecia Gal pelos discos. Eu me encantei por aquele com canções de Dorival Caymmi (lançado em 1976), sempre adorei sua voz, e não me esqueço do primeiro show dela a que assisti, em fins dos anos 1980, no Hollywood Bowl (em Los Angeles), numa noite com Tom Jobim - conta Dionne, que veio conhecer Gal pessoalmente na década seguinte, em Salvador.

A baiana, quatro anos mais moça que a americana - Gal completará 64 anos em setembro, enquanto Dionne chegará aos 68 em dezembro -, diz que foi tocada pelo canto da agora amiga ainda nos anos 1960, quando ela se consagrou como a voz dos sucessos de Burt Bacharach e Hal David.
- Até hoje, Dionne é uma referência para mim. Ela tem um senso rítmico preciso, uma afinação perfeita, um timbre lindo - analisa Gal, também lembrando do primeiro encontro, em sua casa, em Salvador. - Comprei todas as frutas que encontrei e fiz uma mesa linda. Ela adora manga.

A partir desse dia, viraram amigas de infância, mas o sonho de um encontro no palco só agora vira realidade. Na verdade, a brasileira é a convidada da americana. Gal fará alguns números solo, acompanhada apenas pelo pianista Cristóvão Bastos, e depois se juntará a Dionne e seus músicos: Kathleen Rubbico (piano e direção musical), Renato Pereira (percussão), William Hunter e John Shrock (teclados), Ernest Tibbs (baixo) e Jeffrey Lewis (bateria).

Repertório dos duetos ainda é surpresa

Após acertada a participação de Gal, as duas vinham conversando através da internet, usando o Skype, sobre o show e as canções que farão em dupla. Mas esse repertório só será realmente fechado durante os ensaios.

-É surpresa, você só saberá quais as canções durante o concerto - despista Dionne, para depois, cedendo a insistência do repórter, surpreender Gal. -OK! Então darei o nome apenas de uma delas: "That´s what friends are for"

-Não sei se consigo cantar essa -replica a baiana.

-Sim, é claro que você consegue, você pode tudo -devolve Dionne.

Perguntadas sobre a indústria da música nos dias de hoje, Gal é mais pessimista, ou realista, lembrando das dificuldades para montar um show e sair em turnê.

-Atualmente, sem patrocínio, é quase impossível pagar as contas. Os custos subiram muito - diz ela, que, no entanto, promete voltar aos palcos brasileiros no segundo semestre, num show que depois vai virar disco, com direção musical de Jaques Morelenbaum.

-O projeto ainda está no início, mas o repertório será de canções eternas, sem preocupação com novidades.

Dionne, que incialmente, respondera que "a música é um dom divino, acima dessas questões materiais" , concorda com as ponderações de Gal. Mas explica que tem uma receita infalível para driblar qualquer dificuldade.

- A resposta é só fazermos aquilo em que acreditamos.

Encontro de Baladas e Sonhos




(JB Online - Leandro Souto Maior - fotos : Maira Coelho -06/05/2009)

Entre uma xícara de café e um copo d´agua os planos para 2009 - revelam Gal Costa e Dione Warwick , duas veteranas cantoras que dividem em palco inédito encontro amanhã, no Vivo-Rio - vão tão longe quanto o horizonte que contemplam, do alto da cobertura de um hotel em Copacabana . A baiana de Salvador anuncia nova turnê seguida de DVD para outubro, e a americana de Nova Jersey finaliza ainda inédito "Dionne Warwick & amigos", registo de imagens do show que gravou em 2007 no Brasil ao lado de Gilberto Gil, Jorge Benjor, Ivan Lins, Simone e Milton Nascimento.

-Nossa! Não sabia que você ainda não havia lançado esse DVD -surpreendese Gal, alternando o português com um inglês digno de guia turístico do Pelourinho- Pô, não dá pra me incluir nisso, não?
Com um largo sorriso, a diva ianque faz sinal afirmativo.
-Minha idéia é justamente esta - garante Dionne, ex-moradora do Jardim Botânico. -Não terminei o projeto porque ainda recolho material que faço questão de incluir, e sua participação neste show estará sendo filmada com esse intuito. Pretendo lançar o DVD no natal.
Dionne já está com sua banda completa no Rio. Ao lado de Kathleen Rubbicco (piano e diretora musical), William Hunter (teclados), John Shrock (teclados), Ernest Tibbs (baixo), e Jeffrey Lewis (bateria), destacasse o percussionista brasileiro Renato Pereira, que integra a trupe há 14 anos.
-A banda é como uma familia.
Passo o natal na casa da Dionne e não tem um aniversário meu em que ela não prepare alguma surpresa - conta Pereira.

O encontro com Gal Costa vinha sendo maturado pela americana há anos e esperava uma brecha em ambas as agendas para se configurar.
- O show é dela- faz questão de frisar Gal, -fui convidada para fazer uma participação e aceitei com muita honra.


Hiperativos, os olhos de Dionne brilham ao falar de seus projetos, que vão além das turnês. Do alto dos seus 68 anos, a cantora -nomeada Embaixadora de Alimentos e Agricultura Mundial pela ONU em 2002 - continua debruçada na pesquisa para um livro sobre a história da cultura afro-americana, destinado para o uso didático em escolas.
-O legado africano é indispensável para a música, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil - concorda Gal. -É uma exuberância de felicidade e ritmos inigualável .
Intérpretes por exelência , a brasileira diverte-se ao contar à americana a rara ocasião em que uma composição lhe foi atribuída.
-Tinha uma música num disco coletivo que fiz com Bethânia , Gil e Caetano (a faixa Quando, gravada pelos Doces Bárbaros)- recorda.-Lembrei porque estávamos em uma cobertura assim como agora, só que em Ipanema , no apartamento de Caetano e Dedé (ex mulher do cantor). Os meninos empacaram em determinado trecho e eu, espontaneamente, sugeri uma solução.Restultado: me creditaram como coautora, mas não considero que compus, nem que mereça o crédito.Só dei uma ajudinha.
Caetano é lembrado também ao avaliar a atual produção brasileira.
-Ainda não ouvi seu novo disco, mas estou doida para conferir. Tenho certeza de que é genial- exulta Gal.-Volto a afirmar o que falei certa vez e quase me mataram. Disseram que eu achava que os novos compositores não são bons, mas é um fato: a minha geração continua sensacional , acima da média.
Novas cantoras, como Amy Winehouse, não fazem a cabeça de Dionne. Só de ouvir o nome da inglesa problemática, franze a testa e torce o nariz.
-Não me identifico com as letras -confesa- Dos mais recentes, gosto de Beyoncé, Usher, Mariah Carey.
Mas quando estou em casa o que rola no meu CD-player é muita MPB. Tenho enorme coleção: Djavan, Milton Nascimento, Caymmi e claro, Gal Costa.
No fim do papo, a conversa toma rumos não musicais e uma unanimidade vem á tona.
-Barak Obama foi a melhor coisa que aconteceu para os Estados Unidos -celebra a americana.
-Foi o acontecimento mais importante dos últimos tempos para todo o mundo -faz coro Gal.

Show tem canções de Chico, Ary Barroso e hits americanos.
Perguntadas sobre o repertório de inédita apresentação conjunta, Gal e Dionne fazem segredo.
-Tudo será surpresa- afirma a baiana , que ensaiou com a banda da parceira ontem.
As duas fazem outro ensaio hoje e, no dia do show, uma longa passagem de som. Quem conta isso é o brasileiro Renato Pereira, que desfaz um pouco da aura de mistério sobre o roteiro:
-Vai ter uma parte do set só com piano, com a participação do Cristovão Bastos -adianta o percussionista.- O repertório vai ser baseado no disco Aquarela do Brasil , que Dionne lançou em 1994. Estão certas canções como "Piano na Mangueira" (Tom Jobim/Chico Buarque), "Na baixa do Sapateiro" (Ary Barroso), e "Heart of Brazil" (Antonio Adolfo/Marietta Waters).
-O músico se diz ansioso para a noite de amanhã.
-Finalmente vou ver o encontro dessas amigas de longa data. Tenho certeza de que a quimica será muito boa. Os timbres das vozes delas se completam muito.
Pereira tinha larga experiência com músico de estúdio nos EUA quando, em 1995, foi recomendado pelo tecladista John Shrock para integrar a banda de Dionne.
-Já vi em duetos com artistas como Stevie Wonder e Whitney Houston, e hoje estou emocionado. Tenho certeza de que o encontro com Gal é da mesma dimensão- avalia.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"A música é para protestar"



(A Traves de Venezuela - Martha Coforet - Venezuela- 04/05/2009)

As injustiças, as desigualdades sociais e os delitos devem ser, segundo a cantora brasileira Gal Costa, denunciados atraves da arte.

A cantora brasileira Gal Costa acha que o papel da música no mundo atual deve ser principalmente a denúncia. "O objetivo da música dentro e fora do meu país sempre foi informar e protestar sobre os acontecimentos sociais que se acontecem no momento. Por exemplo, nos anos da ditadura no Brasil muitos artistas manifestaram seu descontentamento através das suas canções", afirmou a artista vía telefone.

As injustiças, as desigualdades sociais e os delitos deven ser, segundo a cantra, denunciados através da arte. Os artistas, acrescenta Costa, deven ter a dupla capacidade de ofrecer entretenimento e manifestar o que acontece.

A artista confesa se sentir realizada profissionalmente. A riqueza dos géneros musicais do Brasil têm feito que a intérprete da música popular não queira experimentar outros estilos. O que sim gostaria a Costa é dividir com cantores venezuelanos e conhecer de perto a tradição musical da Venezuela.

Para a intérprete, o público venezuelano é muito próximo e atento diante dos espetáculos que se lhe apressentam. O trato do espectador crioulo, considera a artista, é muito especial.

Costa considera que nasceu para ser cantora. "Eu tive a sorte de nascer com uma voz privilegiada.

Meu sono desde criança era cantar. É a maneira como eu me comunico com o mundo mais intensamente. Minha vida é minha carreira artística", recalca.

O CONCERTO
A artista, considerada uma das melhores intérpretes das canções de Caetano Veloso, Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, chegara o próximo 14 de maio à sala Ríos Reyna do Teatro Teresa Carreño.

Costa é uma das grandes divas da bossa nova, dona de uma voz aveludada e candente que a levou a ser um dos máximos expoentes da música brasileira no mundo, pertenecente à geração do tropicalismo, e tida por muitos como uma das peças mais importantes da música popular brasileira.

"Foi uma grande alegría estar o ano passado em Venezuela. Estou muito contente por voltar. O concerto que vou oferecer agora têm as mesmas caraterísticas musicais que o anterior. Eu vou tocar o violão e vou interpretar canções que formam parte de toda minha carreira", conta Costa.

O concerto, que levará pouco mais de uma hora, dará vida à magica da música brasileira, com o melhor sabor carioca, de samba e bossa nova.

A variedade de géneros musicais do Brasil se darão cita neste espetáculo em que o amor e a saudade serão os convidados especiais.

Depois da sua única apresentação na Venezuela, Gal Costa voltará ao seu país pra trabalhar na montagem do seu próximo espetáculo.

A artista também está planejando a produção de um novo disco e a gravação de um DVD.

Gal Costa estará apresentándosse num único e íntimo concerto a próxima quinta feira 14 de maio, às 8:00 pm, na sala Ríos Reyna do Teatro Teresa Carreño.

O preço dos ingressos está fixado a partir dos 390 bolívares fortes e podem ser adquiridos na bilhataria do teatro.

domingo, 3 de maio de 2009

Entrevista com Gal Costa!



Esta atarefadíssima, adverte. Tinha dois anos afastada dos estíúdios e de repente a agenda está cheia de projetos: numa semana cantará com Dionne Warwick, em duas fará as malas e pegará um avião destino Venezola para cantar na quinta 14 de maio no Teatro Teresa Carreño, e em três meses aproximadamente gravará disco novo.

"É um show em que eu canto todas essas canções que foram um grande sucesso na minha carreira. Um show íntimo, com violão, muito belo, que eu tenho certeza que vão gostar", disse Maria da Graça Costa Penna Burgos, Gal aos ouvidos do mundo, quem tem aceitado deixar de lado suas tarefas por poucos minutos e levantar o telefone desde Brasil para falar do seu show.

E embora ela pouco se atreva a adiantar sobre o concerto, asegura que poderão estar tranqüilos sues fãs pois não faltarão no repertório temas do seu amigo Caetano Veloso ou de Tom Jobim. "De Caetano têm várias: Meu Bem, Meu Mal, Força extranha. A verdade que são muitas...E de Jobim também. Como deixar ele fora?", disse a estrela brasileira, peça fundamental do movimento musical conhecido como Tropicalismo.

-Caetano Veloso escrebeu num ensaio que o Tropicalismo foi um movimento musical produto da situação política e social que vivia o Brasil a fins dos 60´s.

-O Tropicalismo não foi um projeto político no qual militar, não. Mas sim era um projeto político porque sua intenção era transformar. Os que participamos dele, o que fizemos foi incorporar elementos internacionais à música brasileira, que naquela época tinha uma influência total da bossa nova e geralmente era executada com instrumentação de acústicos. Nós o que fizemos foi incorporar elementos electrônicos. Claro que todo isso vinha acompanhado com uma maneira muito particular de se comportar, de vestir, muito ligado à época.

-Exato. Por isso Caetano define aos tropicalistas como um grupo de rebeldes com intenções de mudar ao país. Depois de tantos anos, ¿você acha que a música pode mudar um país?

-Eu acho que os verdadeiros artistas sempre estão buscando transformações. Essa é sua função. Por isso os grandes artistas vivem numa constante busca de sons novos, de instrumentos... Não acho que a música possa mudar ao país, mas sim pode alertar, pode informar aos que não têm o conhecimento na mão.

-Porque acha que não aconteceu em outra parte de América Latina um movimento da magnitude do Tropicalismo?

-Em Estados Unidos sim aconteceu com a chegada de The Beatles, com o movimento hippie. Todo isso transformou verdadeiramente às sociedades. Porque não aconteceu na Venezola ou em México? Não sei...

-Em materia musical, venezuelanos e brasileiros estamos, como diría Win Wenders, "tão longe tão perto". Na Venezola é poquíssima a música brasileira que chega. Você acha que se trata de um assunto da linguagem somente?

-Eu não acho que a linguagem seja uma barreira para a música. Nunca têm sido. Nos Estados Unidos se ouve música em espanhol e aqui se ouve música em inglês.É óbvio que são outras as limitações...

-Você têm dito que sua carreira têm muitas fases. Em qual está nesse momento?

-Eu diria que continúo no começo, porque continúo a aprender. Cada show que faço, cada disco que gravo, é uma amprendizagem e um recomeçar de zero. Agora mesmo estou preparando um show novo e tenho os nervos de ponta.

sábado, 2 de maio de 2009

Gal Costa no Sesc Pompéia(Vídeos)

Gal Costa canta Esses Moços, Pobre Moços

Gal Costa - 'S Wonderful

Gal Costa - Origens

Gal Costa - Joana Francesa

Gal Costa - Que Rest' il de Nous Amour

Gal Costa - Che M'importa del Mondo

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gal Costa - Sesc Pompéia(Fotos)






Regressa Gal Costa a estrela da Música Brasileira



• Considerada uma das melhores intérpretes das canções de Caetano Veloso, Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Morais, entre outros.
• Formou parte do Tropicalismo, movimento transformador do comportamento musical e vital.

Depois de receber uma calorosa ovação na sua sucedida apresentação em 2008; regressa a magica da música brasileira, com o melhor sabor carioca, de samba e bossa nova da mão de Gal Costa na Sala Ríos Reyna do Teresa Carreño, na quinta 14 de maio às 8:00 p.m., num único concerto cheio de magica e romance, onde interpretará temas musicais de diferentes fases da sua carreira e dos mais variados autores como Tom Jobim e Vinicius de Morais, entre outros.

Gal Costa é uma das grandes divas da bossa nova, dona de uma voz veluda e candente que a levou a ser um dos máximos expoentes da música brasileira no mundo, pertencente à geração do tropicalismo, e considerada por muitos como uma das cantoras mais importantes da música popular brasileira.

A voz de Gal Costa é quase perfeita, é considerada uma das melhores intérpretes das canções de Caetano Veloso e Antonio Carlos Jobim. Nesta oportunidade estará acompanhada do seu inseparável músico e violonista, o grandioso Luiz Meira.

Recordando os inícios desta estrela bahiana

María Da Graca Costa Penna Burgos, nome real de Gal Costa, nasceu na Bahía um 26 de setembro de 1.945, e é tal o orgulho do seu povo, que até sua casa é um dos pontos turísticos da cidade. Desde muito pequena quis ser cantora. Sendo muito nova e através de uma vizinha e amiga conheceu Caetano Veloso, quem é precisamente, seu compositor preferido. “Minha jóia rara”, assim disse Gal de Caetano, enquanto ele opina que “Gal possui essa qualidade misteriosa das grandes intérpretes de samba: a capacidade de inovar, de violentar o gosto contemporâneo, de projetar o samba para o futuro com a espontaneidade de quem recoerda velhas musiquinhas”.

Nos anos sessenta participou do tropicalismo, movimento transformador do comportamento musical e vital. O grupo impulsor do mesmo estava formado por Gal, Caetano, Gilberto Gil e outros. O sol tropical se pôs, mas Gal Costa continuou musa. Recebeu o respaldo decisivo para sua carreira com a grabação de “Baby”, incluida no mítico álbum Tropicalia. Também chegou a gravar discos experimentais no tropicalismo nos quais praticamente gritava, com uma voz rouca, apesar da sua cristalinidade. Uma carreira rica em mudanças, momentos diferentes, sem por isso perder qualidade e honestidade.

Gal Costa estará se apresentando num único e íntimo concerto na quinta 14 de maio às 8:00 p.m., na Sala Ríos Reyna do Teresa Carreño, o preço dos ingressos está fixado a partir de 390,00 Bs. F. e varião segundo a ubicação na Sala. Já podem ser adquiridos nas bilheterias do Teatro.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Gal Costa e Claudia Leitte gravam com Ricardo Chaves



Depois de Margareth Menezes e Denny da Timbalada, o cantor Ricardo Chaves confirmou mais dois convidados para o seu novo DVD: as cantoras Gal Costa e Claudia Leitte. Elas vão gravar em estúdio, respectivamente, as músicas Sorriso lindo e As coisas que Caymmi cantou. Vale lembrar que o DVD terá uma parte com imagens da apresentação de Ricardo no Carnatal de 2008 onde Ricardo fez bastante sucesso.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Gal Costa: A maternidade é uma coisa renovadora



Depois de ter sido mãe, Gal Costa diz atravessar "um momento muito feliz". Um lado mais pessoal que a cantora revela nesta segunda parte da entrevista ao JPN.

A Gal ainda se recorda da primeira vez que subiu ao palco?

GC: Eu ainda não era cantora profissional, eu subi no palco num teatro, o Teatro Vila Velha, pequeno que tinha recém inaugurado em Salvador e havia uma série de espectáculos para essa reabertura. Eu me lembro que ao subir ao palco eu senti um pânico, um terror, eu olhei para aquela platéia na minha frente, soltei a voz e o resultado foi maravilhoso, surpreendente.

Então a música sempre foi uma grande paixão...

Desde criança eu gostei de música, queria ser cantora e estudava em casa, eu sou autodidata. Eu estudava na minha casa diafragma, respiração e tudo mais, eu sempre tive a consciência das técnicas que se precisa ter para cantar. Eu nasci com essa voz e agora é só cuidar. Eu cuido porque eu não fumo e eu não bebo, aliás, eu bebo às vezes uma taça de vinho, duas, no máximo, e não é todo dia. Quando eu era bem mais jovem, eu bebia, eu gostava de beber, eu bebia uísque, às vezes vodka, mas hoje em dia não. A verdade é que a bebida sempre me trouxe muita ressaca (risos) e isso me freava um pouco. Mas eu me cuido.

É mito a história de que a vossa mãe, quando ainda estava grávida de si, colocava música clássica para escutar?

É verdade, quando ela estava grávida, me esperando, colocava musica clássica todos os dias e escutava concentrada para que isso fosse transmitido à filha que ela esperava, que no caso era eu. E funcionou (risos).

A relação da Gal com a Bahia estendeu-se ao longo de todo o seu trabalho. Inclusivamente, no início deste ano, recebeu dos baianos um prémio pelas quatro décadas de carreira...

Faz doze anos que eu voltei para a Bahia. Estar lá sempre me faz recordar de minha vida, de minha infância, de minha adolescência. Receber esse prémio foi maravilhoso porque eu não esperava. Eu fui para fazer um espectáculo em Nova Iorque e no mesmo dia em que eu regressei a Salvador, eu recebi esse prémio, que foi uma surpresa para mim. Que maravilha! (risos) É bom saber que passou tanto tempo e a gente nem sente. Como o tempo passa...

Por falar em tempo, a Gal tem andado mais "desaparecida" nos últimos quatro anos...

Aconteceu uma grande novidade, eu sou mãe pela primeira vez. Eu nunca pude ter filhos por um problema físico, mas hoje eu tenho um filho de quatro anos, um menino lindo chamado Gabriel, que dá muita alegria. Eu acho que a maternidade é uma coisa renovadora, uma coisa fantástica, eu estou num momento muito feliz da minha vida com o meu filho, que eu amo muito. Eu acho que não há diferença entre ser mãe biológica ou não. Essa é a grande novidade que eu trago para vocês....

E nessa vida com muitas viagens e concertos, o Gabriel acompanha-la?

O Gabriel adora viajar e quando dá ele me acompanha, apesar das viagens serem cansativas. Claro que eu gostaria de ter sido mãe antes, mas o Gabriel não poderia ser outro. O meu filho é o Gabriel, então veio na hora certa. Gabriel é musical, não sei, vamos ver... (risos).

sábado, 11 de abril de 2009

Entrevista com Gal Costa




(Jornalismo Porto Net-Manaíra Aires - Foto: Denise Mutafa - Portugal - 10/04/2009)

Pela primeira vez em Vila Nova de Gaia, Gal Costa actuou na segunda edição do Jazz´n Gaia. Em entrevista ao JPN, a brasileira anuncia um novo trabalho para breve.

Com mais de quarenta anos de carreira, Gal Costa foi um dos nomes grandes que passou pelo Jazz´n Gaia, o ciclo de Jazz que decorreu em Vila Nova de Gaia, de 2 a 4 de Abril. Pouco antes de subir ao palco, uma das maiores cantoras do Brasil falou ao JPN sobre a sua relação com Portugal, os novos projectos e a felicidade em ser mãe pela primeira vez.

JPN: Como é que a Gal Costa se enquadra dentro do Jazz?

GC: Eu acho que a música que eu faço pode ser considerada jazz, de certa maneira. Na verdade, eu sou uma cantora com grande influência da bossa nova, especialmente de João Gilberto, que também é considerado jazz. Eu vou fazer a música que eu faço nos festivais de jazz e nos concertos de teatro em todo mundo, em que eu revisito os repertórios de minha carreira, que tem músicas maravilhosas.

Existe diferença entre o público brasileiro e o publico português?

Eu acho que é a mesma sintonia. No Brasil as pessoas estão acostumada com os seus artistas, mas fora do Brasil eu acho que a reacção do europeu, do publico português, por exemplo, é muito calorosa. Cantar nos EUA é sempre maravilhoso. Também é muito bom fazer espectáculos na America Latina, o público argentino é muito quente, por exemplo. Eu acho que, podendo comprar, o europeu tem uma relação de respeito, de admiração, o que é muito bom, sentimos isso quando estamos aqui. No Brasil também há, mas como somos brasileiros, estamos em casa.

E a relação da Gal com Portugal?

O meu avô materno era português, nascido na Ilha da Madeira. Ele foi para o Brasil, casou-se e teve 13 filhos. As minhas tias também se casaram com portugueses. O sotaque português é-me familiar desse a infância, os meus tios falavam português com o sotaque daqui, então eu tenho uma relação bem forte com Portugal.

O que há de mais peculiar na música brasileira?

A música brasileira tem muitas tendências, é tão rica e tem uma influência negra importante. O Brasil é capaz de fazer música de uma maneira tão própria que não parece ser uma imitação, aquilo soa como brasileiro, não soa como se tivesse roubado alguma coisa de alguém. Isso que é bacana na música brasileira, eu acho que tem personalidade. E as tendências são todas, não vejo uma só tendência. Rock, raggae, hip hop, tudo...

O que é que a Gal mais aprendeu depois de quase quatro décadas de carreira?

Eu ainda estou aprendendo (risos). Eu pretendo ainda fazer muitas coisas, aprendi muito ao longo desses anos e estou aprendendo ainda com o tempo. Eu acho que a vida é assim, cada momento, cada dia, cada experiência é uma aprendizagem nova, tanto no trabalho como na vida pessoal.

Como encara as gerações de hoje, em relação à sua geração?

Eu acho que não falta nada, cada geração é uma geração. Eu acho que a geração nova é um pouco filha da minha geração, e a minha geração foi filha da bossa nova e da música do passado. A música brasileira é riquíssima e existem grandes cantoras, intérpretes e compositoras brasileiras, inclusive que não têm oportunidade de mostrar o seu trabalho no Brasil. Eu acho que não falta nada, aliás, o que falta é muito trabalho, muito incentivo para que as pessoas possam realizar o seu trabalho no Brasil e no mundo todo. Isso é o que falta, o resto não.

Existe alguma cantora brasileira que esteja à altura para suceder à geração da Gal?

Nós temos a Marisa Monte e a Maria Rita. Essas duas cantoras têm, na minha opinião, mais peso e podem construir uma longa história. O importante é você manter uma carreira sólida e firme.

Quais os novos projectos?

Posso dizer seguramente que este ano vou partir para um novo projecto por volta de Julho ou Agosto. Nós vamos ter novidades. Eu vou fazer um novo show, o que resultará provavelmente num CD e num DVD. Há uma ideia que deve ser desenvolvida ainda. Manter a expectativa também é bom, não dá para falar muito sobre uma coisa que ainda está nascendo. Eu estou sem fazer um trabalho novo há quatro anos, mas isso faz parte da história da minha carreira, tem momentos em que eu realmente paro, acho que é bom. Mas tenho trabalhado, tenho viajado com esse show de voz e violão. Fiz também um show com o Quarteto nos EUA, que resultou num disco, gravado no Blue Note.

E o experimentalismo, com a mistura de várias vertentes musicais, está assegurado nesse novo projecto?

Não sei (risos). Experimentalismo não no sentido de procurar romper barreiras ou fazer alguma coisa que seja transgressora, isso tudo eu já fiz muito. Eu acho até burro pensar que eu posso fazer sempre trabalhos para romper barreiras... Eu sou uma cantora, é isso. Na verdade, a minha história com o tropicalismo tem a ver com aquele momento de grandes mudanças, inclusive na minha própria carreira. Mas na verdade eu me acho essencialmente uma cantora, então o que me dá prazer é realmente cantar para estar bem. Eu tenho uma voz cristalina, uma voz que é um instrumento. Então essa coisa musical é o que eu priorizo neste momento.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Especial da Rede Globo: Maria da Graça Pena Burgos (Vídeos)

Pérola Negra


O Especial contou com a presença Maravilhosa de Elis Regina!

Gal Costa e Elis Regina Cantam:Estrada do Sol


Gal Costa e Elis Regina Cantam:Ilusão Atoa


Gal Costa e Elis Regina Cantam:Amor até o fim

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Três dias de muito jazz em Vila Nova de Gaia com Gal Costa!



O ciclo Jazz´n´Gaia recebeu, em três noites de muita música, nomes como Al Di Meola, Gal Costa e The Manhattan Transfer. O jazz português no festival ficou por conta de António Pinho Vargas, Joel Xavier e Carlos Bica.

A terceira edição do ciclo Jazz´n´Gaia, em Vila Nova de Gaia, revelou uma abertura do jazz para outras vertentes musicais. Este foi, aliás, um dos objectivos deste festival. “O programa desta vez é bem diversificado, não tem uma lógica de jazz tradicional, é transversal, digamos assim”, afirmou, ao JPN, Mário Dorminsky, vereador da Cultura, Património e Turismo do município.

“O festival este ano está bem articulado porque conseguiu unir públicos diferentes ao abrir a programação a outras vertentes. Além disso, há uma óptima articulação entre os velhos e os novos estilos, em que a tradição jazzística ganha nova roupagem”, salienta a espectadora Inês Mota.

Na primeira noite, a 2 de Abril, subiram ao palco o músico gaiense António Pinho Vargas e o guitarrista norte-americano Al Di Meola. O primeiro concerto foi marcado pela promoção do disco "Solo", que assinala o regresso de Pinho Vargas ao jazz após 12 anos. Já Al Di Meola, conhecido pela mistura do latino flamenco com o jazz de fusão, trouxe mais três músicos e uma nova influência musical: o tango.

No segundo dia do evento foi a vez do guitarrista português Joel Xavier mostrar as suas raízes latinas no mais recente disco, intitulado “Saravá”, que será lançado em breve. O concerto foi marcado por um jazz com influências de sons afro-brasileiros, que serviu de aperitivo para a segunda parte da noite: o concerto de Gal Costa. A brasileira cantou músicas marcantes de suas quatro décadas de carreira e foi aplaudida de pé no fim do concerto.

O último dia do ciclo recebeu o contrabaixista e compositor português Carlos Bica, que apresentou o projecto Matéria Prima, numa combinação da vertente erudita com a música contemporânea. The Manhattan Transfer encerraram a noite. O quarteto comemorou, recentemente, 35 anos de carreira com uma recém findada digressão pela Europa.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Gal em Vila Nova de Gaia (Teatro d´Avenida) - 03 Abril.



E o segundo dia do Jazz´n Gaia 2009 não poderia ter corrido melhor!

Joel Xavier foi o primeiro artista a subir ao palco e deu-nos a conhecer o seu último trabalho “Saravá”. Inspirado em ritmos afro-brasileiros e Jazz, o conhecido e exímio guitarrista (que em palco foi acompanhado por Milton Batera na percussão e Gustavo Roriz no baixo) trouxe-nos grandes temas como “Jindungo”, “Ginga” ou “Mandinga” e no final uma brilhante leitura para “Vera Cruz” de Milton Nascimento que conquistaram de imediato o público que esgotou o Teatro d´Avenida em Gaia.

Gal Costa entrou de seguida e acompanhada “apenas” pelo violão de Luiz Meira mostrou que continua a ser indiscutivelmente uma das maiores cantoras da actualidade. “Baby”, “Vatapá”, “Divino maravilhoso”, “Chega de saudade”, “Meu bem, meu mal”, “Aquarela do Brasil”, “Modinha para Gabriela”, “Índia” (numa arrepiante versão acapella), “Festa do interior” e um genial “Vapor barato” foram alguns dos temas que se ouviram neste concerto, mostrando uma cantora em muito boa forma vocal, com uma simpatia contagiante e que não abandonou o palco sem o obrigatório encore e duas enormes ovações em pé! Uma grande noite recheada de boa música e excelentes intérpretes e músicos. Bravo!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Gal Cantando a Música Sorte no Ensaio



Sorte

Gal Costa

Composição: Celso Fonseca / Ronaldo Bastos

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara, meu amor

Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte na vida!

Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara, meu amor

Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte de cara!


Show da Gal em Portugal (Fotos)


Preços do Novo Show da Gal



Bom Pessoal ai estão os Preços do Show da Gal No Vivo Rio

Os ingressos já estão á venda...Garanta já o Seu!



VIP
R$ 260,00
Setor 3
R$ 150,00
Setor 2
R$ 180,00
Setor 1
R$ 220,00
Frisas
R$ 120,00
Camarote B
R$ 220,00
Camarote A
R$ 260,00

domingo, 5 de abril de 2009

Emoção em Dose Dupla





Dionne Warwick não se cansa de declarar seu amor ao Brasil: nossa música, nossa terra, nossa gente. Em maio, a musa da música mundial nos visita novamente para nos deliciar com seu repertório composto por clássicos que embalam momentos inesquecíveis na vida de todos nós. A artista, que gravou o CD “Aquarela do Brazil” em 1995 e, em 2007, gravou DVD e CD “Dionne Warwick & Amigos”, com a participação de Gilberto Gil, Jorge Benjor, Ivan Lins, Simone, Emílio Santiago, Batacotô e Milton Nascimento, em 2009 convida para dividir o palco com ela outra musa: Gal Costa, a maior cantora do Brasil na voz de Elis Regina. Juntas, Dionne e Gal apresentarão os nossos clássicos, que fizeram e fazem do Brasil uma referência da canção mundial – e uma das grandes paixões de Dionne. Emoção em dose dupla, daquelas que embalam os corações. Com sua banda, formada por Kathleen Rubbicco (piano e diretora musical), Renato Pereira (percussão), William Hunter (teclados), John Shrock (teclados), Ernest Tibbs (baixo) e Jeffrey Lewis (bateria), Dionne apresentará seus clássicos, num show onde a emoção será a tônica. A turnê DIONNE WARWICK convida GAL COSTA passará pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Belém.

Gal celebra 40 anos do primeiro álbum e curte o filinho Gabriel




De musa a divaQuarenta anos depois do seu primeiro e tropicalista álbum solo, Gal Costa (considerada uma das grandes vozes femininas do mundo pelo jornal "The New York Times") planeja novo disco e curte viver de novo em Salvador, onde mora com seu filho de 4 anos.Gal celebra 40 anos do primeiro álbum e curte o filinho Gabriel.Gal Costa iniciou a carreira fonográfica em álbum dividindo "Domingo", com Caetano Veloso, um trabalho de canções intimistas e atmosfera bossa-novista. Dois anos depois, já tendo passado pelas águas revolucionárias da Tropicália, influenciada por Roberto & Erasmo, Janis Joplin e com seus amigos exilados ou calados pela ditadura militar, a filha de Mariah Costa Penna e Arnaldo Burgos mudava de postura ao lançar seu primeiro (e homônimo) álbum solo pela Philips (atual Universal)"A vivência do tropicalismo e de toda aquela época foi fundamental para fazer o disco. Eu sabía que tinha que criar meu próprio espaço, evoluir e me transformar. Eu e Gil, ouvíamos Jimi Hendrix, Janis Joplin e Beatles", conta Gal Costa, 63, à reportagem do CORREIO no salão da luxosa Mansão dos "Cardeais, no Campo Grande, onde mora- a estrela do axé Ivete Sangalo reside no mesmo prédio.Com arranjos de Rogério Duprat (produtor), Gilberto Gil e Lanny Gordin (guitarrista), o álbum trazia pérolas como Não Identificado (Caetano Veloso), Namorinho de Portão (Tom Zé), Saudosismo (Caetano), Se você pensa (Roberto & Erasmo), Baby (Caetano), Sebastiana (Rosil Cavalcanti) e Que Pena (Jorge Ben).Transformou a cantora em musa solitária dos tropicalistas (então expatriados)e entrou para história: em 2007, a revista Rolling Stone o elegeu como o 80º melhor disco brasileiro de todos os tempos.Vocês tinham noção do quanto inovadores estavam sendo, Gal?"Acho que Caetano tinha total consciência da importância de renovar a linguagem da música brasileira, de tornar a sonoridade mais elétrica, mas havía os militares e um tempo que não aceitava tantas novidades. De qualquer jeito, só percebemos isso melhor com o distanciamento que o tempo traz. É sempre assim na vida", responde. De Gracinha a Gal. Conservando sua modernidade quatro décadas depois, o álbum também foi responsável por transformar a tímida Maria da Graça ou Gracinha, a Gau do apelido familiar, na mulher de atitude Gal Costa. O empresário/teórico tropicalista Guilherme Araújo (1937-2007), com quem a cantora, Caetano Veloso e Gilberto Gil moraram durante quatro anos em São Paulo, teve papel importante nessa repaginação."Os anos que passei em São Paulo foram difíceis, trabalhava muito ganhava pouco. Algumas músicas do disco eu já cantava no show no Teatro Arena. O show depois foi para Rio de Janeiro, no Teatro Sucata.Foi um grande sucesso, tinha gente que ia ver dez vezes (risos). O cenário era de Hélio Oiticica e a banda Os Brasões tocava comigo. Logo, com o disco nas lojas e as rádios tocando muito Que Pena, as coisas começaram a melhorar e pude levar minha mãe para morar comigo", lembra.Na tarde ensolarada com vista privilegiada para a Baía de Todos os Santos, Gal Costa afirma que, após Sampa das avenidas Ipiranga, São João e Paulista, foi fácil se adaptar ao Rio de Janeiro. Na Cidade Maravilhosa, ela se tornou musa da contracultura (anos de 1970) e cristalizou a condição de ser una das três maiores cantoras da sua geração, ao lado da conterrânea Maria Bethania e da gaúcha Elis Regina (1945-1982)"O Rio têm mar, não é? . E a gente baiano, adora o mar" (risos). E talvez, por nunca ter esquecido o mar e a brisa de Salvador, foi que a cantora há 12 anos fez caminho de volta e comprou uma boa casa na Curva da Paciência, bairro do Rio Vermelho. Como era complicado cuidar da residência, que sofria com os problemas de maresia, vendeu o imóvel e adquiriu um apartamento no metro quadrado imobiliário mais caro da capital."A cidade de Salvador mudou muito, mas ainda é mais tranqüilo para se viver do que em São Paulo ou Rio de Janeiro. Levo uma vida pacata aqui. Por outro lado, para quem viaja muito como eu, principalmente quando faço show no exterior (o que é freqüente), às vezes é complicado, porque você está cansada e são mais duas horas de voô para chegar em casa. Mas a cidade continúa linda. Uma das poucas coisas que faço ressalva é o comportamento do baiano no tránsito, inclusive do pedestre, que atravessa a rua em qualquer lugar, fora da faixa" , diz.O filho Gabriel.A vivência soteropolitana da artista inclui, entre outras atividades comuns, compras na loja Perini (Graça), idas no Teatro Vila Velha e passeios em automóvel pela cidade e pela Linha Verde.Nada, porém, que se compare ao prazer da maternidade que Gal Costa desfruta com o pequeno Gabriel , de 4 anos. Com olhar terno, ela conta que ele mudou sua vida completamente."Não pude ter filho por problemas físicos, mas, graças a Deus, agora tenho Gabriel.Toda mulher devería ter filho.A maternidade é uma coisa trasnformadora, seja ela biológica ou não, porque ser mãe está ligado sobretudo, ao amor, ao afeto, ao cuidado e proteção. Por felicidade do destino, Gabriel até se parece físicamente comigo, com meu pai. Talvez de tanto afeto, eu ache que ele esteja parecido comigo físicamente. Isso acontece mesmo", diz, ao risos, a senhora tropicalista.Projetos.Sem lançar álbum de material inédito desde Hoje (2005), quando interpretou novos autores, como Moreno Veloso e Péri, a cantora planeja novo disco para este ano, mas prefere não adiantar detalhes.Recentemente, passou dois meses de férias em Nova York, cidade que adora e onde recebe resenhas e elogiosas de jornalistas importantes, como Ben Ratliff, do The New York Times. No auditório do jornal, aliás, ela participou de um debate com a jazzista Cassandra Wilson- sobre grandes vozes femininas atuais, intermediado por Ratliff.Há algum tempo, Gal Costa, tal como diva americana do jazz, tem sentido prazer especial em interpretar clássicos. Para quem espera que ela, hoje, seja transgressora como nos anos 70, um recado: "É algo meio burro. Aquela Gal era fruto daquela época. Não faría sentido hoje".