
Noite Arrebatadora para ficar guardada na memória.
Após abrir com um dos seus hits infalíveis de bacharach e david,"Close to you",Dionne Warwick enfileirou outros seis clássicos da dupla.Esse início,no entanto,tangenciou o frustrante formato de pout-pourri.E se aos 67 anos,como os bons vinhos,não só está no auge da técnica como parece melhor,para quem assistia no rio pelo quarto ano consecutivo,ficava uma impressão de repetição.Impressão que desapareceu a partir da oitava canção ,uma "I say a litle player" longa e balançada,entre a salsa e o samba;segida da ralentada e emocionante "Fargiile",de Sting;e de outra obrigatória,"Alfie".
O momento brasileiro,no qual junta"Quiet Nights"e "Wathers of March" e depois,alternando inglês e sofrível português,tranforma em rumba"Aquarela do Brasil",serve de introdução para a Baiana.
Saem Dionne e seus músicos,para,apenas com o piano de Cristóvao Bastos,uma também exuberante Gal Costa esbanjar seu belo timbre num "sanduíche" de Chico Buarque e Tom Jobim:"As Vitrines","Eu sei que vou te Amar",e,esta com a banda de Dionne,"Quem te viu,Quem te vê".A última parceria de Jobim e Chico,"Piano na Mangueira",foi a senha para o que todos esperavam:Dionne voltou ao Palco,e,juntas e em êxtase,assim como a platéia,elas prosseguiram em duas das canções brasileriras mais conhecidas no mundo,"Na Baixa do Sapateiro" e "The girl from Ipanema"
Sem a convidada,Dionne invocou Célia Cruz,carregando na roupagem de rumba em "Do you know the way to san jose?",mostrou que sobrevive sem a sua dupla de compositores na superbaba"I'II never love this way again"(Jennigs e Kerr);e em outros dois pontos altos,anunciou uma de suas favoritas de Bacharache David,"Whate the Word needs now is love".
Depois disso,não precisava nada mais,Mas Gal ainda voltou para elas encerrarem a noite com uma protocolar"That's wat firends are for"
Noite para ficar na memória.

Nenhum comentário:
Postar um comentário