sexta-feira, 15 de maio de 2009

Gal Costa presenteou com um canto com sabor de Água de Coco



A Artista encheu com sua voz,cada canto e coração da Sala Ríos Reyna

Gal Costa estava feliz porque, pela primeira vez não estava falando "portuñol" e todo o mundo compreenderam perfeitamente. E é o público que acompanhou ontem à noite no Teatro Teresa Carreño núcleo de suas canções em Português, talvez mais do que é habitual, dada a perda que se reflectiu na voz da diva.

Acompanhado pelo genial Luiz Meira, na guitarra, Maria da Graça Costa Penna Burgos, o nome verdadeiro do artista deu um concerto preenchido com a íntima graça, ritmo e sensualidade da música brasileira.

As meninas da Formação (Vozes em Caracas), abriu o show. Hana Kobayashi, Mariana Serrano e María Alejandra Rodríguez ofereceu uma amostra da nova música e bom gosto com cidades venezuelanas.

Gal Costa iniciou seu concerto com o tema Eu vim da Bahia Gilberto Gil, um dos representantes do movimento chamado Tropicalismo 60, juntamente com Caetano Veloso e com o primeiro, entre outros.

Um violão e sua voz foi o suficiente para criar ritmo, melodia, som atmosferas ...

Meu bem meu mal de Caetano Veloso foi a primeira tentativa por parte do artista para interagir com o público. Dirigida o microfone em direção ao público para escolher o tímidas vozes dos presentes. "Moita bonito", disse ele após a emissão.

Vatapá é um prato típico da culinária da Bahia. É também o nome de um saboroso item, que o artista tentou fazer coro com a platéia. No entanto, Um bocadinho, mas não encontrou pouco apoio.

Com água de coco nos lábios, Gal Costa interpretação clássicos como Chega de Saudade, Desafinado, Sábado em Copacabana ea coisa mas linda.

O tema do filme Casablanca, Quanto tempo vai tchau, soaram gloriosa na voz da diva, que deu o seu toque de doçura.

Não podia perder Aquarela do Brasil, que fechou o concerto teoria. Mais uma vez, o guitarrista usava um braço, ao ritmo do samba partido com o acompanhamento vocal de Gal Costa.

Após calorosos aplausos da platéia foi, o artista retornou ao palco para fazer mais duas doações para Caracas: Garota de Ipanema e Um dia domingo.

Dionne Warwick convida Gal Costa:um encontro perfeito



Noite Arrebatadora para ficar guardada na memória.
Após abrir com um dos seus hits infalíveis de bacharach e david,"Close to you",Dionne Warwick enfileirou outros seis clássicos da dupla.Esse início,no entanto,tangenciou o frustrante formato de pout-pourri.E se aos 67 anos,como os bons vinhos,não só está no auge da técnica como parece melhor,para quem assistia no rio pelo quarto ano consecutivo,ficava uma impressão de repetição.Impressão que desapareceu a partir da oitava canção ,uma "I say a litle player" longa e balançada,entre a salsa e o samba;segida da ralentada e emocionante "Fargiile",de Sting;e de outra obrigatória,"Alfie".
O momento brasileiro,no qual junta"Quiet Nights"e "Wathers of March" e depois,alternando inglês e sofrível português,tranforma em rumba"Aquarela do Brasil",serve de introdução para a Baiana.
Saem Dionne e seus músicos,para,apenas com o piano de Cristóvao Bastos,uma também exuberante Gal Costa esbanjar seu belo timbre num "sanduíche" de Chico Buarque e Tom Jobim:"As Vitrines","Eu sei que vou te Amar",e,esta com a banda de Dionne,"Quem te viu,Quem te vê".A última parceria de Jobim e Chico,"Piano na Mangueira",foi a senha para o que todos esperavam:Dionne voltou ao Palco,e,juntas e em êxtase,assim como a platéia,elas prosseguiram em duas das canções brasileriras mais conhecidas no mundo,"Na Baixa do Sapateiro" e "The girl from Ipanema"
Sem a convidada,Dionne invocou Célia Cruz,carregando na roupagem de rumba em "Do you know the way to san jose?",mostrou que sobrevive sem a sua dupla de compositores na superbaba"I'II never love this way again"(Jennigs e Kerr);e em outros dois pontos altos,anunciou uma de suas favoritas de Bacharache David,"Whate the Word needs now is love".
Depois disso,não precisava nada mais,Mas Gal ainda voltou para elas encerrarem a noite com uma protocolar"That's wat firends are for"
Noite para ficar na memória.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O retorno - triunfal - de Gal aos palcos cariocas



O retorno - triunfal - de Gal aos palcos cariocas


"É a voz mais bonita do mundo!". Proferida em alto e bom som, a sentença do espectador ecoou por toda a platéia da casa Vivo Rio tão logo Gal Costa, majestosa, terminou de cantar As Vitrines (Chico Buarque). Todo o público que estava ali na expectativa de ver o encontro da cantora baiana com Dionne Warwick pareceu concordar. Ausente dos palcos do Rio de Janeiro (RJ) desde março de 2006, quando apresentou o show Hoje no Canecão (RJ), Gal fez retorno triunfal à cena carioca como convidada do show Dionne Warwick in Concert, cuja miniturnê nacional estreou na noite de ontem, 7 de maio de 2009, na casa Vivo Rio. Rejuvenescida, elegante, bonita e - o mais importante - com o cristal afiado, Gal (em foto de Mauro Ferreira) soltou sua voz límpida em três números individuais antes de cantar com Dionne. Os dois primeiros, As Vitrines e Eu Sei que Vou te Amar (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), foram feitos na companhia do pianista Cristóvão Bastos. Na sequência, já com a banda de Dionne no palco, Gal cantou (e fez o público cantar) o samba Quem te Viu Quem te Vê (Chico Buarque). "É uma alegria e uma honra para mim estar aqui no Rio e estar com Dionne", saudou Gal, já ao lado da colega, com quem fez dueto em Piano na Mangueira (Tom Jobim e Chico Buarque), Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso) e Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). "Era o meu sonho: cantar com Gal Costa", devolveu Dionne.

Entrosadas, as cantoras fizeram floreios vocais ao fim de cada número e mostravam prazer em estar dividindo o palco. No fim do show, Gal ainda voltou para uma participação afetiva em That´s What Friends Are for (Burt Bacharach e Carole Bayer Sager). Mesmo insegura com a letra, lida em cena, a cantora brasileira mostrou que continua em forma para a turnê que pretende estrear ainda em 2009 para registro em DVD e CD ao vivo. E pareceu, sim, ter a voz mais bonita do mundo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Juntas no Palco, Gal Costa e Dionne Warwick



(O Globo - Brasil - Antônio Carlos Miguel - Foto: Leonardo Aversa - 05/05/2009)



Juntas no palco, Gal Costa e Dionne Warwick provam para que serve a amizade

RIO - Que Dionne Warwick adora o Brasil, todos já estão cansados de saber. Ela chegou a morar no Rio, em 1995, promete se mudar para cá quando se aposentar e tem incluído canções brasileiras em muitos de seus discos. Agora, de volta ao país pelo quarto ano consecutivo - para uma turnê que começa nesta quinta-feira (07.05), às 21h, no Vivo Rio, e depois segue para Curitiba, São Paulo e Porto Alegre -, dessa vez a americana terá como convidada especial uma cantora que, nos últimos tempos, anda sumida de nossos palcos: Gal Costa.


Sim, a baiana não faz temporada no Rio desde abril de 2006, quando apresentou o irregular show "Hoje". Desde então, sua agenda tem sido mais internacional do que brasileira, incluindo elogiados concertos em Nova York, como o que gerou o belo disco "Live at the Blue Note", lançado no Brasil há dois anos.

Reunidas no hotel em Copacabana em que estão hospedadas, além da habitual (e merecida) rasgação de seda, Dionne e Gal relembraram o início da amizade entre elas.

- Já conhecia Gal pelos discos. Eu me encantei por aquele com canções de Dorival Caymmi (lançado em 1976), sempre adorei sua voz, e não me esqueço do primeiro show dela a que assisti, em fins dos anos 1980, no Hollywood Bowl (em Los Angeles), numa noite com Tom Jobim - conta Dionne, que veio conhecer Gal pessoalmente na década seguinte, em Salvador.

A baiana, quatro anos mais moça que a americana - Gal completará 64 anos em setembro, enquanto Dionne chegará aos 68 em dezembro -, diz que foi tocada pelo canto da agora amiga ainda nos anos 1960, quando ela se consagrou como a voz dos sucessos de Burt Bacharach e Hal David.
- Até hoje, Dionne é uma referência para mim. Ela tem um senso rítmico preciso, uma afinação perfeita, um timbre lindo - analisa Gal, também lembrando do primeiro encontro, em sua casa, em Salvador. - Comprei todas as frutas que encontrei e fiz uma mesa linda. Ela adora manga.

A partir desse dia, viraram amigas de infância, mas o sonho de um encontro no palco só agora vira realidade. Na verdade, a brasileira é a convidada da americana. Gal fará alguns números solo, acompanhada apenas pelo pianista Cristóvão Bastos, e depois se juntará a Dionne e seus músicos: Kathleen Rubbico (piano e direção musical), Renato Pereira (percussão), William Hunter e John Shrock (teclados), Ernest Tibbs (baixo) e Jeffrey Lewis (bateria).

Repertório dos duetos ainda é surpresa

Após acertada a participação de Gal, as duas vinham conversando através da internet, usando o Skype, sobre o show e as canções que farão em dupla. Mas esse repertório só será realmente fechado durante os ensaios.

-É surpresa, você só saberá quais as canções durante o concerto - despista Dionne, para depois, cedendo a insistência do repórter, surpreender Gal. -OK! Então darei o nome apenas de uma delas: "That´s what friends are for"

-Não sei se consigo cantar essa -replica a baiana.

-Sim, é claro que você consegue, você pode tudo -devolve Dionne.

Perguntadas sobre a indústria da música nos dias de hoje, Gal é mais pessimista, ou realista, lembrando das dificuldades para montar um show e sair em turnê.

-Atualmente, sem patrocínio, é quase impossível pagar as contas. Os custos subiram muito - diz ela, que, no entanto, promete voltar aos palcos brasileiros no segundo semestre, num show que depois vai virar disco, com direção musical de Jaques Morelenbaum.

-O projeto ainda está no início, mas o repertório será de canções eternas, sem preocupação com novidades.

Dionne, que incialmente, respondera que "a música é um dom divino, acima dessas questões materiais" , concorda com as ponderações de Gal. Mas explica que tem uma receita infalível para driblar qualquer dificuldade.

- A resposta é só fazermos aquilo em que acreditamos.

Encontro de Baladas e Sonhos




(JB Online - Leandro Souto Maior - fotos : Maira Coelho -06/05/2009)

Entre uma xícara de café e um copo d´agua os planos para 2009 - revelam Gal Costa e Dione Warwick , duas veteranas cantoras que dividem em palco inédito encontro amanhã, no Vivo-Rio - vão tão longe quanto o horizonte que contemplam, do alto da cobertura de um hotel em Copacabana . A baiana de Salvador anuncia nova turnê seguida de DVD para outubro, e a americana de Nova Jersey finaliza ainda inédito "Dionne Warwick & amigos", registo de imagens do show que gravou em 2007 no Brasil ao lado de Gilberto Gil, Jorge Benjor, Ivan Lins, Simone e Milton Nascimento.

-Nossa! Não sabia que você ainda não havia lançado esse DVD -surpreendese Gal, alternando o português com um inglês digno de guia turístico do Pelourinho- Pô, não dá pra me incluir nisso, não?
Com um largo sorriso, a diva ianque faz sinal afirmativo.
-Minha idéia é justamente esta - garante Dionne, ex-moradora do Jardim Botânico. -Não terminei o projeto porque ainda recolho material que faço questão de incluir, e sua participação neste show estará sendo filmada com esse intuito. Pretendo lançar o DVD no natal.
Dionne já está com sua banda completa no Rio. Ao lado de Kathleen Rubbicco (piano e diretora musical), William Hunter (teclados), John Shrock (teclados), Ernest Tibbs (baixo), e Jeffrey Lewis (bateria), destacasse o percussionista brasileiro Renato Pereira, que integra a trupe há 14 anos.
-A banda é como uma familia.
Passo o natal na casa da Dionne e não tem um aniversário meu em que ela não prepare alguma surpresa - conta Pereira.

O encontro com Gal Costa vinha sendo maturado pela americana há anos e esperava uma brecha em ambas as agendas para se configurar.
- O show é dela- faz questão de frisar Gal, -fui convidada para fazer uma participação e aceitei com muita honra.


Hiperativos, os olhos de Dionne brilham ao falar de seus projetos, que vão além das turnês. Do alto dos seus 68 anos, a cantora -nomeada Embaixadora de Alimentos e Agricultura Mundial pela ONU em 2002 - continua debruçada na pesquisa para um livro sobre a história da cultura afro-americana, destinado para o uso didático em escolas.
-O legado africano é indispensável para a música, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil - concorda Gal. -É uma exuberância de felicidade e ritmos inigualável .
Intérpretes por exelência , a brasileira diverte-se ao contar à americana a rara ocasião em que uma composição lhe foi atribuída.
-Tinha uma música num disco coletivo que fiz com Bethânia , Gil e Caetano (a faixa Quando, gravada pelos Doces Bárbaros)- recorda.-Lembrei porque estávamos em uma cobertura assim como agora, só que em Ipanema , no apartamento de Caetano e Dedé (ex mulher do cantor). Os meninos empacaram em determinado trecho e eu, espontaneamente, sugeri uma solução.Restultado: me creditaram como coautora, mas não considero que compus, nem que mereça o crédito.Só dei uma ajudinha.
Caetano é lembrado também ao avaliar a atual produção brasileira.
-Ainda não ouvi seu novo disco, mas estou doida para conferir. Tenho certeza de que é genial- exulta Gal.-Volto a afirmar o que falei certa vez e quase me mataram. Disseram que eu achava que os novos compositores não são bons, mas é um fato: a minha geração continua sensacional , acima da média.
Novas cantoras, como Amy Winehouse, não fazem a cabeça de Dionne. Só de ouvir o nome da inglesa problemática, franze a testa e torce o nariz.
-Não me identifico com as letras -confesa- Dos mais recentes, gosto de Beyoncé, Usher, Mariah Carey.
Mas quando estou em casa o que rola no meu CD-player é muita MPB. Tenho enorme coleção: Djavan, Milton Nascimento, Caymmi e claro, Gal Costa.
No fim do papo, a conversa toma rumos não musicais e uma unanimidade vem á tona.
-Barak Obama foi a melhor coisa que aconteceu para os Estados Unidos -celebra a americana.
-Foi o acontecimento mais importante dos últimos tempos para todo o mundo -faz coro Gal.

Show tem canções de Chico, Ary Barroso e hits americanos.
Perguntadas sobre o repertório de inédita apresentação conjunta, Gal e Dionne fazem segredo.
-Tudo será surpresa- afirma a baiana , que ensaiou com a banda da parceira ontem.
As duas fazem outro ensaio hoje e, no dia do show, uma longa passagem de som. Quem conta isso é o brasileiro Renato Pereira, que desfaz um pouco da aura de mistério sobre o roteiro:
-Vai ter uma parte do set só com piano, com a participação do Cristovão Bastos -adianta o percussionista.- O repertório vai ser baseado no disco Aquarela do Brasil , que Dionne lançou em 1994. Estão certas canções como "Piano na Mangueira" (Tom Jobim/Chico Buarque), "Na baixa do Sapateiro" (Ary Barroso), e "Heart of Brazil" (Antonio Adolfo/Marietta Waters).
-O músico se diz ansioso para a noite de amanhã.
-Finalmente vou ver o encontro dessas amigas de longa data. Tenho certeza de que a quimica será muito boa. Os timbres das vozes delas se completam muito.
Pereira tinha larga experiência com músico de estúdio nos EUA quando, em 1995, foi recomendado pelo tecladista John Shrock para integrar a banda de Dionne.
-Já vi em duetos com artistas como Stevie Wonder e Whitney Houston, e hoje estou emocionado. Tenho certeza de que o encontro com Gal é da mesma dimensão- avalia.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"A música é para protestar"



(A Traves de Venezuela - Martha Coforet - Venezuela- 04/05/2009)

As injustiças, as desigualdades sociais e os delitos devem ser, segundo a cantora brasileira Gal Costa, denunciados atraves da arte.

A cantora brasileira Gal Costa acha que o papel da música no mundo atual deve ser principalmente a denúncia. "O objetivo da música dentro e fora do meu país sempre foi informar e protestar sobre os acontecimentos sociais que se acontecem no momento. Por exemplo, nos anos da ditadura no Brasil muitos artistas manifestaram seu descontentamento através das suas canções", afirmou a artista vía telefone.

As injustiças, as desigualdades sociais e os delitos deven ser, segundo a cantra, denunciados através da arte. Os artistas, acrescenta Costa, deven ter a dupla capacidade de ofrecer entretenimento e manifestar o que acontece.

A artista confesa se sentir realizada profissionalmente. A riqueza dos géneros musicais do Brasil têm feito que a intérprete da música popular não queira experimentar outros estilos. O que sim gostaria a Costa é dividir com cantores venezuelanos e conhecer de perto a tradição musical da Venezuela.

Para a intérprete, o público venezuelano é muito próximo e atento diante dos espetáculos que se lhe apressentam. O trato do espectador crioulo, considera a artista, é muito especial.

Costa considera que nasceu para ser cantora. "Eu tive a sorte de nascer com uma voz privilegiada.

Meu sono desde criança era cantar. É a maneira como eu me comunico com o mundo mais intensamente. Minha vida é minha carreira artística", recalca.

O CONCERTO
A artista, considerada uma das melhores intérpretes das canções de Caetano Veloso, Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, chegara o próximo 14 de maio à sala Ríos Reyna do Teatro Teresa Carreño.

Costa é uma das grandes divas da bossa nova, dona de uma voz aveludada e candente que a levou a ser um dos máximos expoentes da música brasileira no mundo, pertenecente à geração do tropicalismo, e tida por muitos como uma das peças mais importantes da música popular brasileira.

"Foi uma grande alegría estar o ano passado em Venezuela. Estou muito contente por voltar. O concerto que vou oferecer agora têm as mesmas caraterísticas musicais que o anterior. Eu vou tocar o violão e vou interpretar canções que formam parte de toda minha carreira", conta Costa.

O concerto, que levará pouco mais de uma hora, dará vida à magica da música brasileira, com o melhor sabor carioca, de samba e bossa nova.

A variedade de géneros musicais do Brasil se darão cita neste espetáculo em que o amor e a saudade serão os convidados especiais.

Depois da sua única apresentação na Venezuela, Gal Costa voltará ao seu país pra trabalhar na montagem do seu próximo espetáculo.

A artista também está planejando a produção de um novo disco e a gravação de um DVD.

Gal Costa estará apresentándosse num único e íntimo concerto a próxima quinta feira 14 de maio, às 8:00 pm, na sala Ríos Reyna do Teatro Teresa Carreño.

O preço dos ingressos está fixado a partir dos 390 bolívares fortes e podem ser adquiridos na bilhataria do teatro.

domingo, 3 de maio de 2009

Entrevista com Gal Costa!



Esta atarefadíssima, adverte. Tinha dois anos afastada dos estíúdios e de repente a agenda está cheia de projetos: numa semana cantará com Dionne Warwick, em duas fará as malas e pegará um avião destino Venezola para cantar na quinta 14 de maio no Teatro Teresa Carreño, e em três meses aproximadamente gravará disco novo.

"É um show em que eu canto todas essas canções que foram um grande sucesso na minha carreira. Um show íntimo, com violão, muito belo, que eu tenho certeza que vão gostar", disse Maria da Graça Costa Penna Burgos, Gal aos ouvidos do mundo, quem tem aceitado deixar de lado suas tarefas por poucos minutos e levantar o telefone desde Brasil para falar do seu show.

E embora ela pouco se atreva a adiantar sobre o concerto, asegura que poderão estar tranqüilos sues fãs pois não faltarão no repertório temas do seu amigo Caetano Veloso ou de Tom Jobim. "De Caetano têm várias: Meu Bem, Meu Mal, Força extranha. A verdade que são muitas...E de Jobim também. Como deixar ele fora?", disse a estrela brasileira, peça fundamental do movimento musical conhecido como Tropicalismo.

-Caetano Veloso escrebeu num ensaio que o Tropicalismo foi um movimento musical produto da situação política e social que vivia o Brasil a fins dos 60´s.

-O Tropicalismo não foi um projeto político no qual militar, não. Mas sim era um projeto político porque sua intenção era transformar. Os que participamos dele, o que fizemos foi incorporar elementos internacionais à música brasileira, que naquela época tinha uma influência total da bossa nova e geralmente era executada com instrumentação de acústicos. Nós o que fizemos foi incorporar elementos electrônicos. Claro que todo isso vinha acompanhado com uma maneira muito particular de se comportar, de vestir, muito ligado à época.

-Exato. Por isso Caetano define aos tropicalistas como um grupo de rebeldes com intenções de mudar ao país. Depois de tantos anos, ¿você acha que a música pode mudar um país?

-Eu acho que os verdadeiros artistas sempre estão buscando transformações. Essa é sua função. Por isso os grandes artistas vivem numa constante busca de sons novos, de instrumentos... Não acho que a música possa mudar ao país, mas sim pode alertar, pode informar aos que não têm o conhecimento na mão.

-Porque acha que não aconteceu em outra parte de América Latina um movimento da magnitude do Tropicalismo?

-Em Estados Unidos sim aconteceu com a chegada de The Beatles, com o movimento hippie. Todo isso transformou verdadeiramente às sociedades. Porque não aconteceu na Venezola ou em México? Não sei...

-Em materia musical, venezuelanos e brasileiros estamos, como diría Win Wenders, "tão longe tão perto". Na Venezola é poquíssima a música brasileira que chega. Você acha que se trata de um assunto da linguagem somente?

-Eu não acho que a linguagem seja uma barreira para a música. Nunca têm sido. Nos Estados Unidos se ouve música em espanhol e aqui se ouve música em inglês.É óbvio que são outras as limitações...

-Você têm dito que sua carreira têm muitas fases. Em qual está nesse momento?

-Eu diria que continúo no começo, porque continúo a aprender. Cada show que faço, cada disco que gravo, é uma amprendizagem e um recomeçar de zero. Agora mesmo estou preparando um show novo e tenho os nervos de ponta.

sábado, 2 de maio de 2009

Gal Costa no Sesc Pompéia(Vídeos)

Gal Costa canta Esses Moços, Pobre Moços

Gal Costa - 'S Wonderful

Gal Costa - Origens

Gal Costa - Joana Francesa

Gal Costa - Que Rest' il de Nous Amour

Gal Costa - Che M'importa del Mondo