segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gal Costa - Sesc Pompéia(Fotos)






Regressa Gal Costa a estrela da Música Brasileira



• Considerada uma das melhores intérpretes das canções de Caetano Veloso, Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Morais, entre outros.
• Formou parte do Tropicalismo, movimento transformador do comportamento musical e vital.

Depois de receber uma calorosa ovação na sua sucedida apresentação em 2008; regressa a magica da música brasileira, com o melhor sabor carioca, de samba e bossa nova da mão de Gal Costa na Sala Ríos Reyna do Teresa Carreño, na quinta 14 de maio às 8:00 p.m., num único concerto cheio de magica e romance, onde interpretará temas musicais de diferentes fases da sua carreira e dos mais variados autores como Tom Jobim e Vinicius de Morais, entre outros.

Gal Costa é uma das grandes divas da bossa nova, dona de uma voz veluda e candente que a levou a ser um dos máximos expoentes da música brasileira no mundo, pertencente à geração do tropicalismo, e considerada por muitos como uma das cantoras mais importantes da música popular brasileira.

A voz de Gal Costa é quase perfeita, é considerada uma das melhores intérpretes das canções de Caetano Veloso e Antonio Carlos Jobim. Nesta oportunidade estará acompanhada do seu inseparável músico e violonista, o grandioso Luiz Meira.

Recordando os inícios desta estrela bahiana

María Da Graca Costa Penna Burgos, nome real de Gal Costa, nasceu na Bahía um 26 de setembro de 1.945, e é tal o orgulho do seu povo, que até sua casa é um dos pontos turísticos da cidade. Desde muito pequena quis ser cantora. Sendo muito nova e através de uma vizinha e amiga conheceu Caetano Veloso, quem é precisamente, seu compositor preferido. “Minha jóia rara”, assim disse Gal de Caetano, enquanto ele opina que “Gal possui essa qualidade misteriosa das grandes intérpretes de samba: a capacidade de inovar, de violentar o gosto contemporâneo, de projetar o samba para o futuro com a espontaneidade de quem recoerda velhas musiquinhas”.

Nos anos sessenta participou do tropicalismo, movimento transformador do comportamento musical e vital. O grupo impulsor do mesmo estava formado por Gal, Caetano, Gilberto Gil e outros. O sol tropical se pôs, mas Gal Costa continuou musa. Recebeu o respaldo decisivo para sua carreira com a grabação de “Baby”, incluida no mítico álbum Tropicalia. Também chegou a gravar discos experimentais no tropicalismo nos quais praticamente gritava, com uma voz rouca, apesar da sua cristalinidade. Uma carreira rica em mudanças, momentos diferentes, sem por isso perder qualidade e honestidade.

Gal Costa estará se apresentando num único e íntimo concerto na quinta 14 de maio às 8:00 p.m., na Sala Ríos Reyna do Teresa Carreño, o preço dos ingressos está fixado a partir de 390,00 Bs. F. e varião segundo a ubicação na Sala. Já podem ser adquiridos nas bilheterias do Teatro.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Gal Costa e Claudia Leitte gravam com Ricardo Chaves



Depois de Margareth Menezes e Denny da Timbalada, o cantor Ricardo Chaves confirmou mais dois convidados para o seu novo DVD: as cantoras Gal Costa e Claudia Leitte. Elas vão gravar em estúdio, respectivamente, as músicas Sorriso lindo e As coisas que Caymmi cantou. Vale lembrar que o DVD terá uma parte com imagens da apresentação de Ricardo no Carnatal de 2008 onde Ricardo fez bastante sucesso.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Gal Costa: A maternidade é uma coisa renovadora



Depois de ter sido mãe, Gal Costa diz atravessar "um momento muito feliz". Um lado mais pessoal que a cantora revela nesta segunda parte da entrevista ao JPN.

A Gal ainda se recorda da primeira vez que subiu ao palco?

GC: Eu ainda não era cantora profissional, eu subi no palco num teatro, o Teatro Vila Velha, pequeno que tinha recém inaugurado em Salvador e havia uma série de espectáculos para essa reabertura. Eu me lembro que ao subir ao palco eu senti um pânico, um terror, eu olhei para aquela platéia na minha frente, soltei a voz e o resultado foi maravilhoso, surpreendente.

Então a música sempre foi uma grande paixão...

Desde criança eu gostei de música, queria ser cantora e estudava em casa, eu sou autodidata. Eu estudava na minha casa diafragma, respiração e tudo mais, eu sempre tive a consciência das técnicas que se precisa ter para cantar. Eu nasci com essa voz e agora é só cuidar. Eu cuido porque eu não fumo e eu não bebo, aliás, eu bebo às vezes uma taça de vinho, duas, no máximo, e não é todo dia. Quando eu era bem mais jovem, eu bebia, eu gostava de beber, eu bebia uísque, às vezes vodka, mas hoje em dia não. A verdade é que a bebida sempre me trouxe muita ressaca (risos) e isso me freava um pouco. Mas eu me cuido.

É mito a história de que a vossa mãe, quando ainda estava grávida de si, colocava música clássica para escutar?

É verdade, quando ela estava grávida, me esperando, colocava musica clássica todos os dias e escutava concentrada para que isso fosse transmitido à filha que ela esperava, que no caso era eu. E funcionou (risos).

A relação da Gal com a Bahia estendeu-se ao longo de todo o seu trabalho. Inclusivamente, no início deste ano, recebeu dos baianos um prémio pelas quatro décadas de carreira...

Faz doze anos que eu voltei para a Bahia. Estar lá sempre me faz recordar de minha vida, de minha infância, de minha adolescência. Receber esse prémio foi maravilhoso porque eu não esperava. Eu fui para fazer um espectáculo em Nova Iorque e no mesmo dia em que eu regressei a Salvador, eu recebi esse prémio, que foi uma surpresa para mim. Que maravilha! (risos) É bom saber que passou tanto tempo e a gente nem sente. Como o tempo passa...

Por falar em tempo, a Gal tem andado mais "desaparecida" nos últimos quatro anos...

Aconteceu uma grande novidade, eu sou mãe pela primeira vez. Eu nunca pude ter filhos por um problema físico, mas hoje eu tenho um filho de quatro anos, um menino lindo chamado Gabriel, que dá muita alegria. Eu acho que a maternidade é uma coisa renovadora, uma coisa fantástica, eu estou num momento muito feliz da minha vida com o meu filho, que eu amo muito. Eu acho que não há diferença entre ser mãe biológica ou não. Essa é a grande novidade que eu trago para vocês....

E nessa vida com muitas viagens e concertos, o Gabriel acompanha-la?

O Gabriel adora viajar e quando dá ele me acompanha, apesar das viagens serem cansativas. Claro que eu gostaria de ter sido mãe antes, mas o Gabriel não poderia ser outro. O meu filho é o Gabriel, então veio na hora certa. Gabriel é musical, não sei, vamos ver... (risos).

sábado, 11 de abril de 2009

Entrevista com Gal Costa




(Jornalismo Porto Net-Manaíra Aires - Foto: Denise Mutafa - Portugal - 10/04/2009)

Pela primeira vez em Vila Nova de Gaia, Gal Costa actuou na segunda edição do Jazz´n Gaia. Em entrevista ao JPN, a brasileira anuncia um novo trabalho para breve.

Com mais de quarenta anos de carreira, Gal Costa foi um dos nomes grandes que passou pelo Jazz´n Gaia, o ciclo de Jazz que decorreu em Vila Nova de Gaia, de 2 a 4 de Abril. Pouco antes de subir ao palco, uma das maiores cantoras do Brasil falou ao JPN sobre a sua relação com Portugal, os novos projectos e a felicidade em ser mãe pela primeira vez.

JPN: Como é que a Gal Costa se enquadra dentro do Jazz?

GC: Eu acho que a música que eu faço pode ser considerada jazz, de certa maneira. Na verdade, eu sou uma cantora com grande influência da bossa nova, especialmente de João Gilberto, que também é considerado jazz. Eu vou fazer a música que eu faço nos festivais de jazz e nos concertos de teatro em todo mundo, em que eu revisito os repertórios de minha carreira, que tem músicas maravilhosas.

Existe diferença entre o público brasileiro e o publico português?

Eu acho que é a mesma sintonia. No Brasil as pessoas estão acostumada com os seus artistas, mas fora do Brasil eu acho que a reacção do europeu, do publico português, por exemplo, é muito calorosa. Cantar nos EUA é sempre maravilhoso. Também é muito bom fazer espectáculos na America Latina, o público argentino é muito quente, por exemplo. Eu acho que, podendo comprar, o europeu tem uma relação de respeito, de admiração, o que é muito bom, sentimos isso quando estamos aqui. No Brasil também há, mas como somos brasileiros, estamos em casa.

E a relação da Gal com Portugal?

O meu avô materno era português, nascido na Ilha da Madeira. Ele foi para o Brasil, casou-se e teve 13 filhos. As minhas tias também se casaram com portugueses. O sotaque português é-me familiar desse a infância, os meus tios falavam português com o sotaque daqui, então eu tenho uma relação bem forte com Portugal.

O que há de mais peculiar na música brasileira?

A música brasileira tem muitas tendências, é tão rica e tem uma influência negra importante. O Brasil é capaz de fazer música de uma maneira tão própria que não parece ser uma imitação, aquilo soa como brasileiro, não soa como se tivesse roubado alguma coisa de alguém. Isso que é bacana na música brasileira, eu acho que tem personalidade. E as tendências são todas, não vejo uma só tendência. Rock, raggae, hip hop, tudo...

O que é que a Gal mais aprendeu depois de quase quatro décadas de carreira?

Eu ainda estou aprendendo (risos). Eu pretendo ainda fazer muitas coisas, aprendi muito ao longo desses anos e estou aprendendo ainda com o tempo. Eu acho que a vida é assim, cada momento, cada dia, cada experiência é uma aprendizagem nova, tanto no trabalho como na vida pessoal.

Como encara as gerações de hoje, em relação à sua geração?

Eu acho que não falta nada, cada geração é uma geração. Eu acho que a geração nova é um pouco filha da minha geração, e a minha geração foi filha da bossa nova e da música do passado. A música brasileira é riquíssima e existem grandes cantoras, intérpretes e compositoras brasileiras, inclusive que não têm oportunidade de mostrar o seu trabalho no Brasil. Eu acho que não falta nada, aliás, o que falta é muito trabalho, muito incentivo para que as pessoas possam realizar o seu trabalho no Brasil e no mundo todo. Isso é o que falta, o resto não.

Existe alguma cantora brasileira que esteja à altura para suceder à geração da Gal?

Nós temos a Marisa Monte e a Maria Rita. Essas duas cantoras têm, na minha opinião, mais peso e podem construir uma longa história. O importante é você manter uma carreira sólida e firme.

Quais os novos projectos?

Posso dizer seguramente que este ano vou partir para um novo projecto por volta de Julho ou Agosto. Nós vamos ter novidades. Eu vou fazer um novo show, o que resultará provavelmente num CD e num DVD. Há uma ideia que deve ser desenvolvida ainda. Manter a expectativa também é bom, não dá para falar muito sobre uma coisa que ainda está nascendo. Eu estou sem fazer um trabalho novo há quatro anos, mas isso faz parte da história da minha carreira, tem momentos em que eu realmente paro, acho que é bom. Mas tenho trabalhado, tenho viajado com esse show de voz e violão. Fiz também um show com o Quarteto nos EUA, que resultou num disco, gravado no Blue Note.

E o experimentalismo, com a mistura de várias vertentes musicais, está assegurado nesse novo projecto?

Não sei (risos). Experimentalismo não no sentido de procurar romper barreiras ou fazer alguma coisa que seja transgressora, isso tudo eu já fiz muito. Eu acho até burro pensar que eu posso fazer sempre trabalhos para romper barreiras... Eu sou uma cantora, é isso. Na verdade, a minha história com o tropicalismo tem a ver com aquele momento de grandes mudanças, inclusive na minha própria carreira. Mas na verdade eu me acho essencialmente uma cantora, então o que me dá prazer é realmente cantar para estar bem. Eu tenho uma voz cristalina, uma voz que é um instrumento. Então essa coisa musical é o que eu priorizo neste momento.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Especial da Rede Globo: Maria da Graça Pena Burgos (Vídeos)

Pérola Negra


O Especial contou com a presença Maravilhosa de Elis Regina!

Gal Costa e Elis Regina Cantam:Estrada do Sol


Gal Costa e Elis Regina Cantam:Ilusão Atoa


Gal Costa e Elis Regina Cantam:Amor até o fim

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Três dias de muito jazz em Vila Nova de Gaia com Gal Costa!



O ciclo Jazz´n´Gaia recebeu, em três noites de muita música, nomes como Al Di Meola, Gal Costa e The Manhattan Transfer. O jazz português no festival ficou por conta de António Pinho Vargas, Joel Xavier e Carlos Bica.

A terceira edição do ciclo Jazz´n´Gaia, em Vila Nova de Gaia, revelou uma abertura do jazz para outras vertentes musicais. Este foi, aliás, um dos objectivos deste festival. “O programa desta vez é bem diversificado, não tem uma lógica de jazz tradicional, é transversal, digamos assim”, afirmou, ao JPN, Mário Dorminsky, vereador da Cultura, Património e Turismo do município.

“O festival este ano está bem articulado porque conseguiu unir públicos diferentes ao abrir a programação a outras vertentes. Além disso, há uma óptima articulação entre os velhos e os novos estilos, em que a tradição jazzística ganha nova roupagem”, salienta a espectadora Inês Mota.

Na primeira noite, a 2 de Abril, subiram ao palco o músico gaiense António Pinho Vargas e o guitarrista norte-americano Al Di Meola. O primeiro concerto foi marcado pela promoção do disco "Solo", que assinala o regresso de Pinho Vargas ao jazz após 12 anos. Já Al Di Meola, conhecido pela mistura do latino flamenco com o jazz de fusão, trouxe mais três músicos e uma nova influência musical: o tango.

No segundo dia do evento foi a vez do guitarrista português Joel Xavier mostrar as suas raízes latinas no mais recente disco, intitulado “Saravá”, que será lançado em breve. O concerto foi marcado por um jazz com influências de sons afro-brasileiros, que serviu de aperitivo para a segunda parte da noite: o concerto de Gal Costa. A brasileira cantou músicas marcantes de suas quatro décadas de carreira e foi aplaudida de pé no fim do concerto.

O último dia do ciclo recebeu o contrabaixista e compositor português Carlos Bica, que apresentou o projecto Matéria Prima, numa combinação da vertente erudita com a música contemporânea. The Manhattan Transfer encerraram a noite. O quarteto comemorou, recentemente, 35 anos de carreira com uma recém findada digressão pela Europa.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Gal em Vila Nova de Gaia (Teatro d´Avenida) - 03 Abril.



E o segundo dia do Jazz´n Gaia 2009 não poderia ter corrido melhor!

Joel Xavier foi o primeiro artista a subir ao palco e deu-nos a conhecer o seu último trabalho “Saravá”. Inspirado em ritmos afro-brasileiros e Jazz, o conhecido e exímio guitarrista (que em palco foi acompanhado por Milton Batera na percussão e Gustavo Roriz no baixo) trouxe-nos grandes temas como “Jindungo”, “Ginga” ou “Mandinga” e no final uma brilhante leitura para “Vera Cruz” de Milton Nascimento que conquistaram de imediato o público que esgotou o Teatro d´Avenida em Gaia.

Gal Costa entrou de seguida e acompanhada “apenas” pelo violão de Luiz Meira mostrou que continua a ser indiscutivelmente uma das maiores cantoras da actualidade. “Baby”, “Vatapá”, “Divino maravilhoso”, “Chega de saudade”, “Meu bem, meu mal”, “Aquarela do Brasil”, “Modinha para Gabriela”, “Índia” (numa arrepiante versão acapella), “Festa do interior” e um genial “Vapor barato” foram alguns dos temas que se ouviram neste concerto, mostrando uma cantora em muito boa forma vocal, com uma simpatia contagiante e que não abandonou o palco sem o obrigatório encore e duas enormes ovações em pé! Uma grande noite recheada de boa música e excelentes intérpretes e músicos. Bravo!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Gal Cantando a Música Sorte no Ensaio



Sorte

Gal Costa

Composição: Celso Fonseca / Ronaldo Bastos

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara, meu amor

Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte na vida!

Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara, meu amor

Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte, meu amor
Você me dá sorte de cara!


Show da Gal em Portugal (Fotos)


Preços do Novo Show da Gal



Bom Pessoal ai estão os Preços do Show da Gal No Vivo Rio

Os ingressos já estão á venda...Garanta já o Seu!



VIP
R$ 260,00
Setor 3
R$ 150,00
Setor 2
R$ 180,00
Setor 1
R$ 220,00
Frisas
R$ 120,00
Camarote B
R$ 220,00
Camarote A
R$ 260,00

domingo, 5 de abril de 2009

Emoção em Dose Dupla





Dionne Warwick não se cansa de declarar seu amor ao Brasil: nossa música, nossa terra, nossa gente. Em maio, a musa da música mundial nos visita novamente para nos deliciar com seu repertório composto por clássicos que embalam momentos inesquecíveis na vida de todos nós. A artista, que gravou o CD “Aquarela do Brazil” em 1995 e, em 2007, gravou DVD e CD “Dionne Warwick & Amigos”, com a participação de Gilberto Gil, Jorge Benjor, Ivan Lins, Simone, Emílio Santiago, Batacotô e Milton Nascimento, em 2009 convida para dividir o palco com ela outra musa: Gal Costa, a maior cantora do Brasil na voz de Elis Regina. Juntas, Dionne e Gal apresentarão os nossos clássicos, que fizeram e fazem do Brasil uma referência da canção mundial – e uma das grandes paixões de Dionne. Emoção em dose dupla, daquelas que embalam os corações. Com sua banda, formada por Kathleen Rubbicco (piano e diretora musical), Renato Pereira (percussão), William Hunter (teclados), John Shrock (teclados), Ernest Tibbs (baixo) e Jeffrey Lewis (bateria), Dionne apresentará seus clássicos, num show onde a emoção será a tônica. A turnê DIONNE WARWICK convida GAL COSTA passará pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Belém.

Gal celebra 40 anos do primeiro álbum e curte o filinho Gabriel




De musa a divaQuarenta anos depois do seu primeiro e tropicalista álbum solo, Gal Costa (considerada uma das grandes vozes femininas do mundo pelo jornal "The New York Times") planeja novo disco e curte viver de novo em Salvador, onde mora com seu filho de 4 anos.Gal celebra 40 anos do primeiro álbum e curte o filinho Gabriel.Gal Costa iniciou a carreira fonográfica em álbum dividindo "Domingo", com Caetano Veloso, um trabalho de canções intimistas e atmosfera bossa-novista. Dois anos depois, já tendo passado pelas águas revolucionárias da Tropicália, influenciada por Roberto & Erasmo, Janis Joplin e com seus amigos exilados ou calados pela ditadura militar, a filha de Mariah Costa Penna e Arnaldo Burgos mudava de postura ao lançar seu primeiro (e homônimo) álbum solo pela Philips (atual Universal)"A vivência do tropicalismo e de toda aquela época foi fundamental para fazer o disco. Eu sabía que tinha que criar meu próprio espaço, evoluir e me transformar. Eu e Gil, ouvíamos Jimi Hendrix, Janis Joplin e Beatles", conta Gal Costa, 63, à reportagem do CORREIO no salão da luxosa Mansão dos "Cardeais, no Campo Grande, onde mora- a estrela do axé Ivete Sangalo reside no mesmo prédio.Com arranjos de Rogério Duprat (produtor), Gilberto Gil e Lanny Gordin (guitarrista), o álbum trazia pérolas como Não Identificado (Caetano Veloso), Namorinho de Portão (Tom Zé), Saudosismo (Caetano), Se você pensa (Roberto & Erasmo), Baby (Caetano), Sebastiana (Rosil Cavalcanti) e Que Pena (Jorge Ben).Transformou a cantora em musa solitária dos tropicalistas (então expatriados)e entrou para história: em 2007, a revista Rolling Stone o elegeu como o 80º melhor disco brasileiro de todos os tempos.Vocês tinham noção do quanto inovadores estavam sendo, Gal?"Acho que Caetano tinha total consciência da importância de renovar a linguagem da música brasileira, de tornar a sonoridade mais elétrica, mas havía os militares e um tempo que não aceitava tantas novidades. De qualquer jeito, só percebemos isso melhor com o distanciamento que o tempo traz. É sempre assim na vida", responde. De Gracinha a Gal. Conservando sua modernidade quatro décadas depois, o álbum também foi responsável por transformar a tímida Maria da Graça ou Gracinha, a Gau do apelido familiar, na mulher de atitude Gal Costa. O empresário/teórico tropicalista Guilherme Araújo (1937-2007), com quem a cantora, Caetano Veloso e Gilberto Gil moraram durante quatro anos em São Paulo, teve papel importante nessa repaginação."Os anos que passei em São Paulo foram difíceis, trabalhava muito ganhava pouco. Algumas músicas do disco eu já cantava no show no Teatro Arena. O show depois foi para Rio de Janeiro, no Teatro Sucata.Foi um grande sucesso, tinha gente que ia ver dez vezes (risos). O cenário era de Hélio Oiticica e a banda Os Brasões tocava comigo. Logo, com o disco nas lojas e as rádios tocando muito Que Pena, as coisas começaram a melhorar e pude levar minha mãe para morar comigo", lembra.Na tarde ensolarada com vista privilegiada para a Baía de Todos os Santos, Gal Costa afirma que, após Sampa das avenidas Ipiranga, São João e Paulista, foi fácil se adaptar ao Rio de Janeiro. Na Cidade Maravilhosa, ela se tornou musa da contracultura (anos de 1970) e cristalizou a condição de ser una das três maiores cantoras da sua geração, ao lado da conterrânea Maria Bethania e da gaúcha Elis Regina (1945-1982)"O Rio têm mar, não é? . E a gente baiano, adora o mar" (risos). E talvez, por nunca ter esquecido o mar e a brisa de Salvador, foi que a cantora há 12 anos fez caminho de volta e comprou uma boa casa na Curva da Paciência, bairro do Rio Vermelho. Como era complicado cuidar da residência, que sofria com os problemas de maresia, vendeu o imóvel e adquiriu um apartamento no metro quadrado imobiliário mais caro da capital."A cidade de Salvador mudou muito, mas ainda é mais tranqüilo para se viver do que em São Paulo ou Rio de Janeiro. Levo uma vida pacata aqui. Por outro lado, para quem viaja muito como eu, principalmente quando faço show no exterior (o que é freqüente), às vezes é complicado, porque você está cansada e são mais duas horas de voô para chegar em casa. Mas a cidade continúa linda. Uma das poucas coisas que faço ressalva é o comportamento do baiano no tránsito, inclusive do pedestre, que atravessa a rua em qualquer lugar, fora da faixa" , diz.O filho Gabriel.A vivência soteropolitana da artista inclui, entre outras atividades comuns, compras na loja Perini (Graça), idas no Teatro Vila Velha e passeios em automóvel pela cidade e pela Linha Verde.Nada, porém, que se compare ao prazer da maternidade que Gal Costa desfruta com o pequeno Gabriel , de 4 anos. Com olhar terno, ela conta que ele mudou sua vida completamente."Não pude ter filho por problemas físicos, mas, graças a Deus, agora tenho Gabriel.Toda mulher devería ter filho.A maternidade é uma coisa trasnformadora, seja ela biológica ou não, porque ser mãe está ligado sobretudo, ao amor, ao afeto, ao cuidado e proteção. Por felicidade do destino, Gabriel até se parece físicamente comigo, com meu pai. Talvez de tanto afeto, eu ache que ele esteja parecido comigo físicamente. Isso acontece mesmo", diz, ao risos, a senhora tropicalista.Projetos.Sem lançar álbum de material inédito desde Hoje (2005), quando interpretou novos autores, como Moreno Veloso e Péri, a cantora planeja novo disco para este ano, mas prefere não adiantar detalhes.Recentemente, passou dois meses de férias em Nova York, cidade que adora e onde recebe resenhas e elogiosas de jornalistas importantes, como Ben Ratliff, do The New York Times. No auditório do jornal, aliás, ela participou de um debate com a jazzista Cassandra Wilson- sobre grandes vozes femininas atuais, intermediado por Ratliff.Há algum tempo, Gal Costa, tal como diva americana do jazz, tem sentido prazer especial em interpretar clássicos. Para quem espera que ela, hoje, seja transgressora como nos anos 70, um recado: "É algo meio burro. Aquela Gal era fruto daquela época. Não faría sentido hoje".

Gal Fantástica




Sejam Todos Bem Vindos ao Novo Blog Gal Fantástica!