
por NYSSE ARRUDA Hoje
Acompanhada pela guitarra de Luiz Meira, a cantora baiana cantou os temas mais célebres da sua carreira de mais de 40 anos
A diva da música popular brasileira Gal Costa pisou o palco do CCB no sábado com uma leveza que deixou em suspenso a plateia lotada. Num instante sua inconfundível voz flutuou no palco e os versos da música Minha Voz, Minha Vida deram o tom do concerto minimal que a cantora baiana trouxe a Portugal.
Bebericando chá de perpétuas roxas - uma dica dada por uma camareira portuguesa que lhe contou ser este o chá preferido de Amália Rodrigues -, Gal Costa foi cantando as mais célebres músicas dos maiores compositores brasileiros dos mais variados estilos, inclusive a inevitável bossa nova.
"Quando era menina, ouvia muito o rádio e um belo dia ouvi João Gilberto, e a minha vida mudou. Foi um impacto tão forte que eu reaprendi a cantar", confessou Gal antes de interpretar a clássica canção Chega de Saudade, a música que ela ouviu aquele dia no rádio.
Em coro, a plateia acompanhou a cantora que, com movimentos quase diáfanos dos braços, orquestrava a voz do público. E foram tantas as vezes que o simples gesto de mãos de Gal Costa foram o suficiente para que os espectadores soltassem a voz e cantassem sozinhos temas tão emblemáticos como Desafinado, Garota de Ipanema e Aquarela do Brasil.
E Gal cantou Dorival Caymmi . "Esta canção Saudades da Bahia eu não gravei, mas fala do lugar onde nasci, a Baía, por isso vou cantar", disse, antes de revelar que a música Vatapá, de Caymmi, tem na verdade um espírito português, no verso que diz "um bocadinho mais", esta expressão tão lusitana. E o encore foi ainda mais aplaudido quando Gal cantou Índia e a celebérrima Gabriela.
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1440287&seccao=M%FAsica

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