domingo, 28 de março de 2010

Gal Costa quer revisitar repertório e prepara show "para matar a saudade"


A cantora Gal Costa, que pretende revisitar seu repertório no show que está preparando para a "volta" ao Brasil



MARCUS PRETO
da Folha de S.Paulo, em Salvador (BA)

Desde o final dos anos 1990, o fã-clube de Gal Costa se dividiu.

Há os que a amam de maneira incondicional: para esse time, a pureza da voz está acima de qualquer questionamento, não importa o que ela grave ou como se comporte no palco.

E há os que se ressentem pelas mudanças que o tempo trouxe à cantora. Esses reclamam do fim daquele ímpeto explosivo que a moveu em outros tempos, sobretudo nos anos 1970. E esperam que ela siga descobrindo canções inéditas e revelando compositores, como fazia no passado.

"As pessoas costumam me cobrar atitude, postura, irreverência", diz. "Essas coisas aconteceram quando tinham que acontecer, especialmente no tropicalismo e na década de 70. Era um contexto mundial e eu estava inserida nele."

Gal expõe a questão sem se exaltar, como quem já se habituou a lidar com ela. "Que barreira eu vou romper agora? O que ainda posso fazer de irreverente? Gritar?", questiona.

E responde: "Não. Gritei quando isso era uma expressão válida, quando representava arma contra o regime e contra tudo o que estava acontecendo a mim e aos meus amigos exilados. Agora, o grito não faz mais nenhum sentido".

Gal divide bem as duas principais facetas que a colocaram entre as maiores artistas da história da nossa música. Diz que "se adequou" ao tropicalismo "muito mais com o coração e a alma do que com a cabeça".

Mais do que uma artista experimental, ela diz, sua vocação é para o canto, em sua essência mais pura. "Não me cobre atitude, cobre música."

Com o passar do tempo, e especialmente nessa última década, os shows de Gal pelo país tenham ficado cada vez mais raros. Atualmente, sua carreira está mais baseada em turnês internacionais, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa.

Ainda assim, ela não considera o afastamento anormal. Conta que passou por períodos de reclusão no passado. "Estava conversando disso com [Gilberto] Gil: hoje, principalmente por causa da internet, tudo é tão rápido que, se você não estiver presente todo o tempo, parece que você acabou", diz.

Mas Gal quer reverter essa impressão de ausência ainda neste ano. Está providenciando um apartamento em São Paulo, já que "quando se quer meter a cara no trabalho, tem que ser nas grandes capitais". E prepara show novo, "para matar a saudade das pessoas aqui no Brasil", em que vai revisitar o próprio repertório.

"Sou uma mulher que já passou dos 60 anos e meu grande trunfo é minha voz", diz. "Ela continua inteira, cristalina, jovem. Acompanha minha alma, meu coração e meu espírito. Canto com o mesmo tesão. Quando eu estrear, você vai dizer se assina embaixo do que estou dizendo."
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u712563.shtml

quarta-feira, 3 de março de 2010

Viva Gal !



No Canal Brasil
Gal Costa será homenageada no programa História Sexual da MPB, de Rodrigo Faour, que o Canal Brasil exibe nesta quarta, à meia-noite. Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Roberto Menescal, Edy Star, Eduardo Dussek e Angela Ro Ro descrevem o impacto, em suas vidas, da figura sexy da cantora, nos anos 1970.

- Lembro da Danuza Leão dizendo assim: Gal Costa é a mulher mais elegante do Brasil. E era uma coisa totalmente despojada, seminua, barriga de fora. Gal é uma joia da nossa história - diz Caetano Veloso, que reclama: - O Brasil está um pouco mais distante dela do que deveria. Eu penso em Gal Costa todos os dias.

- A Gal foi a primeira a usar uma tanguinha. E se vestia cheia de colares e pulseiras. O Waly Salomão, que a dirigia na época, botava uma máscara prateada que realçava seus olhos e isso junto com a sua boca extremamente sensual provocava a platéia mesmo. Eu ia a todos os shows dela, ficava fascinado - relembra Eduardo Dussek.

Produzido pela Carioca Filmes e dirigido por Darcy Bürger, o programa aborda a evolução da sociedade e do comportamento dos cidadãos através da música nacional.

Fonte:http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2010/03/03/viva-gal-270849.asp

Gal Costa nos velhos tempos



Três verdadeiros tesouros de Gal Costa, os álbuns "Profana" (1984), "Bem Bom" (1985) e "Lua de Mel" (1987), da extinta gravadora RCA Victor, ganham reedições remasterizadas (Sony Music, R$ 23 cada, em média). Os CDs trazem à tona os melosos anos 1980, expressos no uso exagerado dos sintetizadores, nas composições açucaradas e no auge dos agudos da cantora.

No ápice da beleza e da qualidade vocal, nesses três discos, Gal mostra sua faceta mais comercial. Foi uma época em que arrebatou fãs a partir da exploração de sua imagem sensual, construída após o lançamento de "Gal Tropica"l (1979) e reforçada por canções popularescas de gosto duvidoso. Os maiores exemplos são "Balancê" e "Festa do Interior", sensações dos carnavais da década retrasada e que aproximou plateias distintas para o rebanho de admiradores da intérprete.

Os três discos relançados trazem características bem distintas, mas mantêm a linha melódica do período dos sintetizadores. As harmonias quase barrocas são alternadas por elementos futurísticos, com batidas descompassadas em técnica que, para o período, era extraordinária, mas que hoje seria capaz de cobrir de vergonha até um novato DJ.

De hits, as bolachinhas trazem nada menos que músicas como "Chuva de Prata", "Um Dia de Domingo" e "Sorte". E há raridades - inéditas na época - dos mais tarimbados compositores da MPB, como Gonzaguinha, Djavan, Milton Nascimento, Lulu Santos e Caetano Veloso. A maioria dessas passou batida pelo grande público.

PARA OUVIR - Os álbuns "Profana" e "Bem Bom" se aproximam pelo conteúdo. Trazem os sucessos citados misturados a músicas mais experimentais, como "O Revólver do Meu Sonho", "Acende o Crepúsculo" e "De Volta ao Futuro", além da consagrada "Vaca Profana".

Já o disco "Lua de Mel" é um registro à parte e marca fase única na carreira de Gal, que optou por ser desbragadamente amorosa. O mel do título não é por acaso e os teclados dão o tom ao disco todo.

A cantora foi achincalhada pela crítica por incluir três composições de Lulu Santos no repertório e ter executado a auto-homenagem "Sou Mais Eu", dos reis dos teclados Michael Sullivan e Paulo Massadas. Para quem não lembra dos versos: "Sou mais eu/ quando as palmas me convidam para entrar/ sou mais eu/ quando o som me faz a pele arrepiar".

Mas o álbum traz, também, composições belíssimas, como as apaixonadas "Me Faz Bem", de Milton Nascimento e Fernando Brant, e "Morro de Saudade", de Gonzaguinha. Outro trunfo é Todos os Instrumentos, de Joyce, que fecha o disco. A canção é permeada por um inspirado sax e faz tributo ao ofício do músico.

Gal, após a avalanche de reclamações ao seu trabalho, emudeceu e internou-se por mais de dois anos junto ao produtor Wally Salomão, para ressurgir das cinzas com um dos seus trabalhos mais arrojados, "Plural" (1990). Este marca a inclusão da percussão na música popular brasileira, abrindo caminho para o axé e servindo de inspiração para Daniela Mercury estrear a carreira no ano seguinte.

De lá para cá, nada de muito arrojo na carreira da artista, que, entre os mais considerados feitos, fez "Aquele Frevo Axé" (1997), destacado pela inclusão de elementos eletrônicos na alta MPB. O passado, por mais brega que tenha sido, é histórico, e revelador de uma das mais competentes artistas de vanguarda do cenário musical brasileiro.

Fonte:http://www.dgabc.com.br/News/5796970/gal-costa-nos-velhos-tempos.aspx

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Gal Costa em Cosquín (Vídeo)

Gal Costa Canta " Aquarela do Brasil"

Gal Costa visitou Cosquín



Participa no tema Cosquín Gal Costa visitou o fórum musical.
A cantora brasileira Gal Costa, que chegou ontem à noite pela primeira vez Cosquín Festival e foi uma das grandes figuras da noite.


Matéria Completa no Site Argentino: www.galmariacosta.com.ar

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Brasileira Gal Costa Atuará em Cosquin



A cantora brasileira Gal Costa vai realizar na segunda-feira 25 à noite, sexta do Jubileu de Prata do Festival de Folclore Cosquín prefeito para começar na quarta-feira 20

Cosquín Nesta edição oferecer uma grade variedade de cantores e compositores de diferentes países da América Latina, como Pablo Milanes, Todd Cecilia, Jasmine Guy, The Olimareños, Illapu, a delegação do Equador, de Pueblo Nuevo e Lazo Margarita.
Aqueles que se juntam a presença de um musical no Japão e uma de Cádis, Espanha com o grupo de flamenco Al sur del Sur.
Maria das Graças Costa Penna (Gal Costa), nascido em São Salvador da Bahia tem 35 anos de carreira artística e no desempenho de Cosquín chegar com o seu mais recente álbum "Gal Costa Ao Vivo" (2006), onde cantam alguns de seus clássicos como "Meu nome e Gal", "Baby" e "Vapor barato", entre muitos outros relacionados com o samba brasileiro eo romântico.
Na noite de segunda-feira com 25 partes Raly Barrionuevo, Duo Wagner-Tajani, Ica Novo, Ramón Ayala, "quebradeño" Hugo Bistolfi, Juan Falu Juan Quinteros, Yamila Cafrune, Santaires e sonhadores, entre outros.

Fonte : http://www.radiofmq.com/detalle.php?articulo=La%20brasile%C3%B1a%20Gal%20Costa%20actuar%C3%A1%20en%20Cosquin&tipo=14&documento=8074&sistema=fmq

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Gal Costa - Interpretando Tom Jobim


Gal Costa - Interpretando Tom Jobim Quinta-feira 24/Dez, 21:30 h

Uma estrela no firmamento da música brasileira por direito, Gal Costa rende homenagem a um dos precursores da Bossa Nova, interpretando 21 de suas emblemáticas composições. Este show será acompanhado de entrevistas e cenas dos bastidores, o que o torna imperdível.

Dados no concerto
Duração: 76 min.

Fonte :http://www.aeweb.tv/br/programas/aemusic/ae-music--gal-costa--interpretando-tom-jobim-1.html

domingo, 6 de dezembro de 2009

A divina voz de Gal Costa em noite intimista



por NYSSE ARRUDA Hoje

Acompanhada pela guitarra de Luiz Meira, a cantora baiana cantou os temas mais célebres da sua carreira de mais de 40 anos

A diva da música popular brasileira Gal Costa pisou o palco do CCB no sábado com uma leveza que deixou em suspenso a plateia lotada. Num instante sua inconfundível voz flutuou no palco e os versos da música Minha Voz, Minha Vida deram o tom do concerto minimal que a cantora baiana trouxe a Portugal.

Bebericando chá de perpétuas roxas - uma dica dada por uma camareira portuguesa que lhe contou ser este o chá preferido de Amália Rodrigues -, Gal Costa foi cantando as mais célebres músicas dos maiores compositores brasileiros dos mais variados estilos, inclusive a inevitável bossa nova.

"Quando era menina, ouvia muito o rádio e um belo dia ouvi João Gilberto, e a minha vida mudou. Foi um impacto tão forte que eu reaprendi a cantar", confessou Gal antes de interpretar a clássica canção Chega de Saudade, a música que ela ouviu aquele dia no rádio.

Em coro, a plateia acompanhou a cantora que, com movimentos quase diáfanos dos braços, orquestrava a voz do público. E foram tantas as vezes que o simples gesto de mãos de Gal Costa foram o suficiente para que os espectadores soltassem a voz e cantassem sozinhos temas tão emblemáticos como Desafinado, Garota de Ipanema e Aquarela do Brasil.

E Gal cantou Dorival Caymmi . "Esta canção Saudades da Bahia eu não gravei, mas fala do lugar onde nasci, a Baía, por isso vou cantar", disse, antes de revelar que a música Vatapá, de Caymmi, tem na verdade um espírito português, no verso que diz "um bocadinho mais", esta expressão tão lusitana. E o encore foi ainda mais aplaudido quando Gal cantou Índia e a celebérrima Gabriela.

Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1440287&seccao=M%FAsica

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Gal Costa na Casa da Música



Cantora brasileira serviu ontem um chá dançante em mais uma noite de celebração dos 25 anos da Rádio Nova, com apoio da Optimus.

Gal Costa esteve na Casa da Música para um concerto desde logo apresentado como intimista. Assim sendo, actuou só com o guitarrista Luiz Meira, preenchendo o concerto com clássicos da música brasileira - de João Gilberto, Tom Jobim, Caetano Veloso, Chico Buarque, Dorival Caymmi e Tim Maia, entre outros.

Tudo começou com "Minha Voz, Minha Vida", seguindo-se uma questão mais geográfica, com "Eu Vim da Bahia", tema de um baiano que levou o tropicalismo ao poder, Gilberto Gil. A seguir, Gal Costa mostrou por que razão estas coisas andam todas ligadas, e explicou que o facto de ser uma cantora moderna se deveu muito à bossa nova - veio então "Chega de Saudade".

Não se ficou por aqui quanto a bossa nova, que foi representada pelos imprescindíveis "Corcovado", "Desafinado" e " A Felicidade". Ela também não faltou, a famosa, a "Garota de Ipanema" (tendo sido mesmo assim que Gal Costa a apresentou). Foram temas a que o público não poderia deixar de corresponder, assim como correspondeu no medley internacional de "Coisa Mais Linda" com "As Time Goes By", no efusivo "Festa do Interior" ou na sequência "Samba do Grande Amor"/ "Vatapá". Uma hora depois, Gal Costa despedia-se.

Houve um encore, não só muito pedido como correspondido. Aqui a cantora desviou-se do alinhamento e aceitou três pedidos do público: "Índia", "Modinha Para Gabriela" e "Um Dia de Domingo". Deixou, entretanto, um segredo para a voz: um chá recomendado em tempos por uma camareira portuguesa e que também terá sido usado por Amália. Agora, "o chá faz parte do show", como disse numa das pausas para o tomar.

Texto de Sérgio Gomes da Costa

Fotos de Cristina Pinto Pinto

Fotogaleria de Gal na Casa da Música



No Mesmo Site Da Matéria Feita Sobre o Show de Gal,Tem Várias Fotos do Show...Aproveitem e Curtam As Fotos !
Aqui segue o link : http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/54780

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Gal Costa em Portugal num formato especial


Acompanhada apenas pela guitarra do reputado Luís Meira, Gal Costa está em Portugal, para vários espectáculos num formato voz e violão, um pouco por todo o país.


Depois de três concertos no Algarve, a cantora baiana canta hoje na Casa da Música, no Porto e no dia 4 Dez., no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

As actuações prometem ser intimistas, o ambiente promete ser sofisticado, e o talento da rainha da Música Popular Brasileira (MPB) promete ser imenso.

No repertório, Gal Costa traz uma cuidada selecção de clássicos que marcaram diversas fases da sua carreira e temas célebres de compositores de culto como Dorival Caymmi, Ary Barroso, Chico Buarque, Caetano Veloso e Tom Jobim.

Um concerto acústico a não perder.

Datas e locais

2 Dezembro Casa da Música, Porto

4 Dezembro CCB, Lisboa

Fonte: http://www.destak.pt/artigo/47083

Gal Costa em Washington (Vídeos)

Gal Costa - Vatapá


Gal Costa - The Girl From Ipanema


Gal Costa - Desafinado